Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/05/2018

O termo “Fake News” se popularizou no ano de 2016, ao estar relacionado à enxurrada de informações falsas sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Atualmente, que tem o hábito de navegar na internet, frequentemente se depara com boatos criados para ganhar curtidas e que se espalham rapidamente, sendo resultado da manipulação da mídia e da falta de capacidade crítica da população, transformando o simples ato de compartilhar em algo ofensivo e, muitas vezes, ilegal.

Em primeiro lugar, ao receber uma informação através de mensagens no Whatsapp ou Facebook, muitas pessoas não buscam outras fontes para comprovar a veracidade daqueles fatos. Um exemplo disso foram as publicações inautênticas realizadas após o assassinato da vereadora Marielle Franco, apenas com o intuito de manipular a opinião pública sobre seu caráter e suas condutas como representante das minorias. Casos assim, demonstram o quanto uma má intenção pode ter consequências graves, que no Brasil já levaram à perseguição e morte de pessoas acusadas erroneamente nas redes sociais.

Outro fator que deve ser analisado são os chamados “bots”, robôs utilizados para simular, repetidamente, ações humanas na internet, e assim, distribuem informações e as transformarem tendência. Isto, impulsionou a criação de um novo mercado, no qual empresas produzem e propagam conteúdos falsos em uma caça aos cliques. Infelizmente, estas se aproveitam da falta de escolaridade e de senso crítico da sociedade, que cai nessa emboscada e acaba, mesmo sem a intenção, colaborando para a sua disseminação.

Diante dos fatos apresentados, é necessário, portanto, reduzir os impactos gerados através das pós-verdades, com ações por parte dos gerenciadores das empresas de redes sociais, da mídia e do indivíduo, com publicações que ensinem como pesquisar fontes diferentes e saber identificar, além de estarem atentos e denunciarem os boatos. Assim, será possível a construção de uma sociedade mais crítica e menos intolerante, capaz de filtrar as informações recebidas beneficiando o bem comum.