Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/06/2018
Com o desenvolvimento exponencial de novas tecnologias, o compartilhamento de informações via internet tornou-se imprescindível para a comunicação. Entretanto, o crescimento deste segmento não foi acompanhado pela conscientização de usuários acerca da veracidade de tais notícias. Desse modo, as chamadas “fake news” alastram-se pelas redes e são capazes de manipular diversos setores de uma sociedade.
A influência destas informações pode, assim, prejudicar a vida pessoal de alguns indivíduos. Com o compartilhamento via internet, o alcance de propagação de boatos é muito maior, o que amplifica as consequências de tais notícias. Desse modo, casos de linchamento como o que ocorreu com Fabiana, em 2014, erroneamente acusada de estar envolvida com magia negra, tornam-se comuns com a disseminação de um verdadeiro tribunal de julgamentos online.
A influência das “fake news”, entretanto, não estão limitadas apenas ao setor individual. Sob tal aspecto, as notícias falaciosas no campo político são capazes de alterar rumos de eleições de países, tal como ocorreu nos Estados Unidos. Neste caso, a disseminação de informações falsas por redes sociais foi, comprovadamente, responsáveis pela vitória do atual presidente Donald Trump, que utilizou as “fake news” para comprometer a candidata da oposição.
Para alterar o panorama de propagação das “fake news”, é necessário incluir ao Marco Civil da Internet um conjunto de leis para conter tal avanço. Estas leis devem punir com multas e suspensão os autores de notícias falsas e os domínios dos sites em que são publicadas. Além disso, o Governo deve vincular campanhas de conscientização em redes sociais para alertar a população sobre os riscos de tais notícias e formas para evitá-las. Com tais medidas, é possível tornar os avanços na comunicação fontes confiáveis de informação para a população.