Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/05/2018
Notícias falsas, meias verdades ou informações descontextualizadas. Palavras como essas descrevem, perfeitamente, a caótica atuação das fake news (falsas notícias) na mídia no contexto mundial. Assim, embora esses boatos sejam divulgados, rapidamente, podemos notar que essas inverdades ocorreram ao longo da história. Além disso, hoje, no Brasil, essas falsas notícias se intensificam e são ainda mais difundidas devido à polarização política .
Em primeiro lugar, percebe-se que as falsas notícias estiveram presente ao longo da história. Na Segunda Guerra Mundial, o Governo dos Estados Unidos, com o objetivo de enganar as tropas de Hitler, criou falsos tanques de guerra e exércitos fantasmas com a intenção de intimidar o poderio alemão. Com isso, podemos notar que a promoção de boatos não é tão atual, uma vez que, desde aquela época já existia a tentativa de disseminar inverdades e burlar os oponentes com o uso de mensagens enganosas como tática de guerra. Consequentemente, tal prática não foi cessada, pelo contrário, atualmente, isso é ainda mais difundido em virtude da ampla conexão das redes sociais.
Em face dessa problemática, hoje, a divulgação de falsas notícias é, amplamente, difundida devido à polarização política vigente. De acordo com o cientista político Paulo Ortellado da Universidade de São Paulo (USP), notícias falsas têm a tendência de fazer sucesso nas redes pelo fato dessas informações estarem ligadas aos sentimentos partidários. Como exemplo, recentemente, a senadora Gleisi Roffmann reportou em redes árabes que o Lula seria um preso político e pressionado pela mídia para permanecer encarcerado. Entretanto, essa menção se trata de uma inverdade, pois todo o processo foi julgado por juízes e até mesmo pela Suprema Corte. Assim, recorrer à mídia internacional e disseminar meias verdades nos mostra como o partidarismo inflama a divulgação de um discurso falacioso. Dessa maneira, tal ocorrência poderia gerar conflitos entre nações, sabendo que essa atitude, além de inconstitucional, quebra a Lei de Segurança Nacional.
Desse modo, é possível perceber, portanto, que a propagação de notícias falsas é resultado de um contexto histórico e é alimentada pela forte polarização política brasileira. Assim, o Ministério da Educação, em parceria com escolas e universidades, deve, por meio de convenções, palestras e fóruns de debates com a presença de especialistas no assunto, mostrar à sociedade civil os perigos que as falsas notícias podem gerar no país. Da mesma forma, é fundamental que o Governo, em conjunto com as redes sociais, por meio da criação de delegacias especializadas em crimes cibernéticos, multe e aplique penas para os promovedores de falsas notícias a fim de atenuar a problemática no Brasil.