Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 12/05/2018
Durante a Grécia Antiga os chamados sofistas não se preocupavam em propagar a verdade, desde que os fatos mentirosos persuadissem o ouvinte. Atualmente, o termo em inglês “fake news” se espalha dia após dia, as falsas notícias, como o próprio nome diz, consiste no compartilhamento de inverdades por meio de redes sociais, televisão, rádio, entre outros meios comunicativos. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: o dinheiro faturado nesse meio e a problemática causada ao caluniado.
Em uma primeira análise, o capitalismo prioriza lucros em detrimento dos valores, a frase marxista encaixa-se perfeitamente no tema em questão. Assim, o sistema onde cada “click” em alguma notícia gera lucro ao criador daquela, atrai cada vez mais olhares buscando o retorno financeiro. Atrelado, as “fake news” são cada vez mais comuns, visto que elas têm 70% mais chances de serem compartilhadas, como aponta estudos feitos pelos cientistas do MIT( Instituto de Tecnologia de Massachussetts).
Ainda, neste ano a morte da vereadora Marielle Franco ganhou grande repercussão, principalmente quando notícias inverídicas foram compartilhadas nas redes, como a que dizia que Marielle era ex mulher de um traficante, todas com o objetivo de mudar o foco das investigações além de manipular o pensamento social. Ademais, segundo o Artigo 130 do código penal vigente, caluniar alguém, imputando-lhe falsamente é defendido crime com pena de detenção de seis meses a dois anos, e multa. Sendo assim, a prática tem lei, cabendo tanto na vida real, quanto nas redes sociais.
É evidente, portanto, que ainda há entraves diante a questão exposta. Cabe aos órgãos governamentais competentes uma maior fiscalização a notícias que circulam, criando determinações legais, onde obrigam as redes sociais a criarem mecanismos para identificação efetiva de informações, assim como já ocorre na Suécia, visando a amenização da adversidade. Por fim, o governo em parceria a mídia deve criar campanhas expondo o infortúnio, conscientizando a população das leis vigentes para o caso, a fim de alertar tanto as vítimas, quando aqueles que praticam tal ato, os fazendo repensar. Afinal, como citou Joseph Goebbels, ministro de propaganda nazista, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.