Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/05/2018

A disseminação de notícias falsas sempre existiu, fosse na Grécia Antiga com o maratonista que percorreu cerca de 200 km para levar uma mensagem, seja no fácil e rápido acesso da internet. Entretanto, a propagação das notícias falsas têm levado leitores e espectadores à describilidade do jornalismo. Diante disso, deve-se analisar como o motivo econômico e a crença de leitores em assuntos pré-favorecidos influenciam na discussão.

O fator econômico envolvido é um dos principais paradigmas das “fake news”. Isso ocorre porque esse tipo de notícia gera maior repercussão e mais acessos, gerando assim, mais lucro ao inventor, o qual recebe por cliques, afetando todo um mercado econômico. Sem dúvidas, o sensacionalismo, a calúnia e a injúria são grandes pautas no jornalismo inventado. Tal aspecto é notório no filme O Abutre, o qual mostra um jornalista vendendo suas reportagens baseadas no sensacionalismo. Infelizmente, essa busca por lucro gera a describilidade por parte dos leitores nos jornais e uma ilusão de dinheiro fácil. Em consequência, a falta de informação se torna inegável.

Além do mais, a internet emponderou e potencializou a rápida propagação de ideias, fazendo com que assuntos se espalhem com maior velocidade e atinja um maior contingente de pessoas . Com isso, nota-se que os adeptos às notícias falsas são pessoas que já possuem a opinião formada e apenas a  compartilham para afirmar sua superioridade. Conforme dizia Joseph Goebbels na sua frase em que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade, mostra que o ser humano busca incessantemente, por meio de falácias, convencer o outro. O resultado disso são ondas de notícias falsas compartilhadas diariamente.

Torna-se evidente, portanto, que a questão das “fake news” precisa ser revisada. Em razão dessa problemática, deve haver o combate a esse tipo de ato, mas moderadamente, a fim de não haver a total censura, a regulamentação e a fiscalização por meio de empresas privadas são ações viáveis. Ademais, a educação digital é indispensável a todas as classes sociais e faixas etárias, em que o Ministério da Cultura, juntamente com ONGs, devem ir a escolas e a bairros ensinando como filtrar as notícias falsas da verdadeiras. Dessa forma, a idoneidade e a confiabilidade na internet e jornais se estabelecerá.