Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/05/2018

Para Zygmunt Bauman a modernidade teria sobre o mundo a fluidez e o indivídualismo. De fato, a sociedade, acelerada e rasa, tornou-se criadora de notícias falsas, denominadas fake news, que possuem amplo campo de atuação. Não sendo diferente, no Brasil as informações que não trazem a verdade também são atuantes e seus principais efeitos, em um clima de instabilidade, são a relativização do conhecimento e a ampliação do medo.

A priori, diante da alta influência que redes sociais e aplicativos de comunicação possuem e a confiança nelas depositadas, levou ao indivíduo a construção de que tudo contido nela é verdadeiro. Assim, o usuário perdeu o desejo do aprofundamento para obter conhecimento e testar a veracidade. Consequentemente, fortaleceu as fake news e o seu papel de desinforma.

Ressalta-se ainda , o medo que passa a ser comum. Isso possui ligação com o fato que as notícias falsas se misturam com a verdade e seu conteúdo , por ser apelativo, traz algo que já se é temido, de forma ainda mais exagerada. Como relatou Bauman sobre um mundo que repassa tudo rapidamente e as relações sociais se distânciam, é evidente o caos que o campo informacional assume, repassando-o ao indivíduo.

Em suma, a falta de um olhar crítico diante das notícias e por essa ligar a temores da população brasileira, demonstra o papel fundamental das próprias redes, assim como de seus usuários, de buscar sempre verificar, denunciar e retira de circulação as fake news, por meio principalmente da rigidez das matrizes que permitam as postagens passando a exigir fontes confiáveis e autorização para posta-las. Como também o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, dissemine a necessidade de buscar o saber e informa sobre notícias falsas e como diferencia-las, por meio de panfletos e palestras. Para que impeça a fluidez informacional incorreta.