Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/05/2018

“Fake News” é o nome dado às noticias e matérias que apresentam informações deturpadas, e por vezes mentirosas, a cerca de diversos assuntos, circulando principalmente nas redes sociais. No Brasil, esse fenômeno encontra terreno fértil para ser veiculado, devido à dificuldade de reconhecer culpados e a circulação rápida entre os que possuem algum contato com a rede mundial de computadores. Portanto, para coibir seu avanço é necessário encontrar, expor e punir seus responsáveis.

Para Schopenhauer, ”não ser descoberto numa mentira é o mesmo que dizer a verdade”. Sob essa ótica, a publicação dessas mídias falsas envolve autores ocultos que apostam na fraude e no sensacionalismo para gerar sentimentos de surpresa, repulsa e medo entre os leitores. Nesse sentido, esses personagens se escondem atrás de perfis falsos motivados por políticos e anunciantes, porque são pagos para promoção eleitoral e divulgação de serviços ou produtos a cada visualização de seus sites. Contudo, mesmo com tantas vertentes conectadas, o Estado não consegue saber facilmente quem está no comando. Pois, sua propagação envolve tanto aqueles que dão origem a esse mal quanto a todos os que compartilham.

Todavia, a impunidade igualmente corrobora a problemática. Como mencionado antes, a descoberta da localização dos cidadãos por trás dos absurdos não é tarefa simples, porém, mesmo quando existem acusações e suspeitos, a justiça não se efetiva. Por exemplo, a mentira que perpassava pela internet em torno da ex-vereadora carioca, Mariele Franco, cujo dizia que a mesma era esposa de um traficante, recebeu 8.629 denúncias e as autoridades jurídicas do Rio de Janeiro nada fizeram a respeito, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo. Desse modo, para que injúrias como essa não voltem a ser pauta entre os meios de comunicação, faz-se necessário que o Poder Judiciário puna corretamente os envolvidos.

Segundo o político inglês, Winston Churchill, “as grandes massas cairão mais facilmente numa grande mentira do que em uma mentirinha”. Sob essa perspectiva, atitudes são necessárias para conter a perpetuação das Fake News. Em vista disso, é de responsabilidade dos Ministérios de Segurança Pública e das Telecomunicações identificar e revelar todos os entes envolvidos, através de uma investigação minuciosa pela internet, para que toda a população possa saber em quais órgãos e pessoas confiar. Ademais, o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça, por meio da desburocratização do sistema judicial, acelerem e resolvam os processos que envolvam calúnias, caso das noticias falsas, no intuito de prender os verdadeiros culpados. Assim, juntamente com o apoio da população, essas ações irão ridicularizar esse problema no Brasil.