Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 21/05/2018

A introdução de novos meios de comunicação na sociedade facilitaram o acesso à informação e possibilitaram a rapidez de compartilhamento de dados. Contudo, isso viabiliza a proliferação das chamadas “Fake News”, ou falsas notícias, causando um debate polêmico entre o que é verdade ou o que é boato nas redes sociais.

A princípio, vale salientar o episódio em que assassinaram a vereadora Mariele, em 2018, no Rio de Janeiro. Não bastasse a tragédia, percebia-se a viralização de uma notícia falsa cuja vítima era casada com um traficante. Além do objetivo de denegrir a imagem da vereadora, verificou-se também causas políticas por trás dessas difamações. Muitos usuários de redes sociais não verificaram precedentes da informação e em uma ampla velocidade compartilharam e vários acreditaram na mentira.

“Ás vezes a única coisa verdadeira em um jornal é a data”, afirmou Luís Fernando Veríssimo. Por mais que o jornal tenha se tornado, de forma geral, um meio obsoleto de comunicação, nesse assunto, nada se difere na Internet. É alarmante o número de falsas informações que circulam e atingem proporções que dificultam e distorcem a verdade. Isso é preocupante, pois além de difamar pessoas e instituições, as “fake News” tornaram-se uma forma moderna de manipulação e alienação política, impedindo a população de ter um senso crítico sobre a realidade.

Por conseguinte, percebe-se as consequências que esse problemas pode trazer tanto no âmbito pessoal ou na esfera social e política. Além de haver leis que punem quem comete injúrias e difamações pessoais, é necessário uma conscientização veiculando pela Internet divulgando informações para reconhecer essas mentiras, como a verificação de fontes e a omissão de dados. Por último e, não menos importante, a criação de ferramentas para que o público denuncie o que achar suspeito é algo que, utilizado junto à primeira ação, ajudará de forma eficiente no combate desse perigo contemporâneo.