Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/06/2018

O ministro da propaganda da Alemanha Joseph Goebbels, tornou-se famoso posteriormente, devido seu poder de persuasão, através de disseminações de idéias nazistas. Segundo ele " Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Nesse contexto percebe-se que o termo Fake News existe muito antes de sua nomeação. De fato verifica-se cada vez mais um aumento na disseminação das notícias falsas, devido o compartilhamento cada vez maior de usuários desinformados.

Em primeira análise, cabe pontuar que, o artigo 5º da Constituição Federal assegura o direito à liberdade de expressão, de forma que as notícias, incluindo aí diversas opiniões, possuam proteção legal. As Fake News no entanto tratam-se da divulgação de notícias inverídicas que prejudicam e alarmam a população. Sua propagação rápida se deve ao avanço dos meios de comunicação e fácil acesso dos usuários, através de links e manchetes sensacionalistas. Estima-se que os boatos tenham um poder de difusão 70% maior que que informações verdadeiras, pois estão, na maioria das vezes aliadas a redes sociais, representando um perigo bem maior.

O prejuízo dessa prática pode ser amplo, como visto nas eleições americanas em 2016, onde foi comprovada a manipulação de dados estatísticos para a campanha do Presidente Donald Trump. Além dos impactos sociais, ocorre também uma diminuição na qualidade das notícias que são veiculadas, devido a essa difusão acelerada de todos os tipos de conteúdo diminuindo dessa forma a preocupação com a qualidade dentro desse espaço. De acordo com Ciro Nogueira, há situações em que as notícias falsas têm como alvo pessoas específicas, e nesses casos elas podem constituir os crimes de calúnia, injúria ou difamação, já previstos no Código Penal.

Diante dessa perspectiva, é irrefutável que a veiculação de Fake News é um fenômeno cada vez mais comum e é utilizado pela mídia com fins bem definidos, seja econômicos ou políticos. Desse modo é substancial o papel das autoridades governamentais no setor da comunicação, em parceria com grandes empresas desse setor , a fim de ministrar campanhas midiáticas e palestras nas escolas para a construção de um olhar mais crítico e consciente. Além disso o papel judiciário e legislativo devem atentar-se a fiscalização nas redes sociais  e punição mais severa para os infratores dos crimes, evitando assim o compartilhamento de notícias falsas a terceiros.