Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/05/2018

O incêndio contemporâneo

Facebook. Twitter. Whatsapp. Instagram. As diversas redes sociais que permeiam as relações humanas do século XXI tornaram-se palco de uma desconcertante problemática atual, as fake news. O termo abrange notícias que distorcem a verdade para cumprir determinada agenda, sendo compartilhadas por milhares de pessoas diariamente. É fato que essas notícias falsas são um grave perigo para a sociedade contemporânea e precisam ser combatidas.

Em primeiro lugar, deve-se analisar o surgimento dessas notícias. O termo se popularizou no ano de 2016, durante a eleição presidencial estadunidense. A candidata Hillary Clinton foi alvo de diversas dessas inverdades, sendo até acusada de ter assassinado um jornalista que vazara e-mails privados da mesma. Acredita-se que esses boatos tenham sido a causa da derrota da candidata, o que mostra o perigo e o amplo alcance que as fake news tem nos dias de hoje. No momento de polarização vivido atualmente, no qual os sentimentos políticos se mostram tão aflorados, as redes sociais se tornam imensos campos secos nos quais as chamas das fake news encontram combustível para se alastrar.

É importante analisar, ainda, a proliferação dessas notícias. Muito além de quem cria o boato, o imediatismo contemporâneo faz com que muitos compartilhem essas informações sem antes checar fontes, o que torna o problema tão urgente. Um estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) apontou que as chances de uma notícia falsa ser repassada é até 70% maior que a de uma notícia verdadeira, e essa análise vem atrelada a singularidade da notícia. A necessidade de visualizações, o status social atrelado a chance de ser o primeiro a repassar a informação, tudo isso faz com que tais rumores sejam espalhados com maior velocidade.

As fake news se tornaram um enorme problema hodierno. Em 2014, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi assassinada em São Paulo após a difusão de um boato sobre a realização de rituais de magia negra envolvendo crianças. São situações como essas que mostram a urgência de se lidar com essa realidade. O legislativo brasileiro deve elaborar leis que punam os criadores dessas notícias, de forma a coibir essas pessoas e recriminar tal atividade. Além disso, campanhas de conscientização são necessárias para que a população seja alertada e entenda a importância de verificar os fatos antes de espalhar tais notícias, de forma a diminuir a proliferação das mesmas. Só assim a sociedade poderá extinguir o oxigênio que alimenta esse fogareiro chamado fake news.