Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 24/05/2018

A introdução de novos meios de comunicação na sociedade facilitou o acesso à informação e possibilitou a rapidez de compartilhamento de dados a um amplo número de pessoas. Não obstante, isso viabilizou a proliferação das “Fake News”, ou notícias falsas, causando impactos na esfera política e social.

Primeiramente, vale salientar que muitas dessas notícias são utilizadas na manipulação de ideais políticos. Tanto a direita, quanto a esquerda criam falsas informações para alienar a massa a adotarem um ponto de vista satisfatório à ambas. Como prova disso, em 2018, com o assassinato da vereadora Mariele Franco- Rio de Janeiro- divulgou-se que a vítima fora casada com um traficante. Além do objetivo de difamar a memória da ativista política, houve a finalidade de desviar o foco do real motivo do assassinato: a luta pelas minorias.

No caso apresentado, a notícia circulou pelas redes sociais, assim como muitas outras. O que deveria servir como meio de democratização e acesso à informação, se tornou o principal veículo das Fake News. Como afirmou Luís Fernando Veríssimo: “Às vezes a única coisa verdadeira em um jornal é a data”. Uma das principais consequências disso é a distorção da realidade, pois as pessoas não conseguem discernir uma notícia falsa de uma verdadeira. Resultando com que informações relevantes e verdadeiras sejam esquecidas, enquanto as mentiras são compartilhadas a uma velocidade absurda.

Por conseguinte, faz-se necessário o combate às Fake News antes que elas atinjam proporções irreparáveis. Para isso, é preciso que os administradores das redes sociais articulem campanhas cujo objetivo de difundir características que identificam uma notícia falsa. Aliado a isso, deve-se desenvolver ferramentas de fácil acesso a fim permitir a denuncia de dados que os usuários acharem suspeito. Conseguindo assim cumprir o verdadeiro objetivo da era da informação: democratizar e criar uma sociedade com senso crítico.