Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/05/2018
Após a Terceira Revolução Industrial o meio técnico científico consolidou-se, e com ele a era das informações tomou forma. Desarte, o fluxo de informações se intensificou com o advento da popularização da internet, abarcando o compartilhamento compulsivo das chamadas fake news, ou notícias falsas, facilitadas pela parca fiscalização das mídias online.
Em primeira análise, esse cenário reflete o imediatismo da sociedade atual, na qual o questionamento perde força e alicerça-se um corpo social alienado de suas próprias condições. Dessa maneira, segundo a filosofia Comtiana, retrata-se um fato social doentio que sustenta uma rede de mentiras e da “pós-verdade”.
Por conseguinte, alimenta-se a chamada indústria dos cliques, na qual manchetes sensacionalistas são rentáveis e abarcam uma polarização ideológica, surgindo assim um maniqueísmo político prejudicial para o desenvolvimento social, porém lucrativo para uma minoria privilegiada.
Em vista disso, torna-se cristalino o dever do Poder Legislativo de aprovar leis que criminalizem e multem a divulgação de notícias falsas em sites, bem como a maior fiscalização por parte das empresas de mídias sociais acerca do conteúdo compartilhado por seus usuários. Ainda, urge a promoção de propagandas por meio da TV e rádio, que objetivem a “alfabetização” virtual, auxiliando a população na identificação dessas farsas, de modo a reduzir esses compartilhamentos e atingir a razão social proposta pelo positivista Augusto Comte.