Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/06/2018
A partir do final da década de 90, frequentemente nos deparamos com a criação de novos meios de comunicação que proporcionam uma maior rapidez no compartilhamento de dados e informações. Contudo, a alta velocidade viabiliza a difusão das chamadas “Fake News”, ou “notícias falsas”. Essa prática, cada vez mais comum, leva a um crescente debate sobre o que é verdade ou não dentro das mídias sociais.
A divulgação de notícias falsas em épocas eleitorais é uma prática comum no Brasil e no resto do mundo,segundo estudo realizado pelo Itaú Asset Management, as fake news podem interferir nas eleições de 2018 para presidente do país. Os votantes brasileiros não estariam devidamente preparados para lidar com tal situação, pois não estão acostumados a se atentar à veridicidade dos fatos.
Em 2016, “pós-verdade - substantivo que diz respeito a situações nas quais as crenças pessoais são mais importantes que os fatos - foi eleita a “palavra do ano” pela Universidade de Oxford, nos EUA. Evidenciando assim que é cada vez mais rotineiro que internautas se deparem com informações que distorçam a verdade sobre a intenção dos fatos noticiados. Como, por exemplo, pesquisas sobre intenção de voto nas eleições para presidente norte-americano onde as fake news influenciaram diretamente a escolha da população.
Dado o exposto, compreende - se que o compartilhamento de informações falsas na internet afeta politica e socialmente a vida das pessoas de todas as esferas sociais. Ainda assim, não existe legislação específica para o mesmo, a pena para pessoas que postam essas noticias em suas redes sociais é a mesma para os crimes de calúnia e difamação, de 3 meses a dois anos de detenção. A criação de leis que abrangem esse tipo de infração e ferramentas digitais que possibilitem apontar noticias suspeitas para que as mesmas sejam retiradas de circulação na rede são medidas que podem contribuir para a redução dessa problemática.