Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/06/2018

As eleições de 2018, assim como todas as outras, promovem uma grande “corrida” a fim de que certos grupos dominadores do campo político possam se manter no poder e garantir seus interesses pessoais, disfarçados no discurso de representação do “povo”. Nesse pretexto, a tentativa de manipular os eleitores faz com que artifícios midiáticos sejam utilizados: as “fake news”; cujo campo de atuação necessita da inocência, falta de conhecimento e da utilização de fontes indevidas para se informar por parte de uma parcela menos engajada da população - o que intensifica a necessidade de seu combate para garantir uma plena democracia.

Exordialmente, a Era da Pós-Verdade, conceito sociológico referente à grande disseminação de mentiras nas redes sociais, é sustentada pelo desconhecimento de diversas pessoas. Em vista da estrutura educacional do país, aqueles com dificuldades em seu acesso são mais sujeitos às enganações, a exemplo da chamada “indústria da seca”, que são discursos políticos referentes à melhoria das condições ambientais e econômicas no sertão nordestino, mas que não são desenvolvidos nessa região carente - evidenciando o valor da educação para acabar com tais enganações. Nesse viés, faz-se presente a tese de Maquiavel, que coloca o meio de inserção de um povo como determinante de suas ações - demonstrando que a desinformação é um terreno fértil às “fake news”, cuja manipulação é análoga à política no nordeste.

Em segundo lugar, a busca por informações deve ser feita em locais de confiança, nos quais existem credibilidade a divulgação. Nessa prerrogativa, deve-se ressaltar a quantidade de notícias disseminadas em meios de fácil acesso, como as redes sociais, principalmente por vídeos e imagens feitos sem uma fonte que transmita um conhecimento certo; além do fenômeno da “bolha social”, no qual as postagens que chegam ao espectador são prioritariamente as que ele tem o costume de acessar, inviabilizando a leitura de contra-argumentos. Desse modo, Sérgio Buarque de Holanda diz sobre o “brasileiro cordial”, criticando a passividade desse frente aos problemas, o que conota a preguiça do cidadão em pesquisar conhecimentos fundamentados - potencializando as “fake news”.