Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/05/2018
Com a consolidação da 3ª fase da Revolução Industrial e o constante avanço da globalização, a velocidade com que as notícias são disseminadas aumentou em grande escala, independente do âmbito em que se encontram. Diante desse cenário, tornou-se cada vez mais comum o surgimento das “fake news”, que se definem por notícias e afirmações parcial ou totalmente falsas que, ao tratarem de assuntos muito discutidos pela mídia, se espalham rapidamente.
A propagação das fake news está muitas vezes envolvida com interesses políticos e econômicos, já que para muitas pessoas esse ato pode ser visto como uma boa forma de fazer negócio. Esses interesses refletidos nas notícias podem ser explicados pela teoria do filósofo Michel Foucault, a qual afirma que todo discurso é político, sempre parcial e como não há conhecimento científico genuíno, tudo que trouxer vantagens para alguém será utilizado, inclusive a disseminação de falsas informações.
Junto a isso, a alienação de grande parte da sociedade que não se importa com a veracidade das notícias e não procura fontes seguras faz com que as falsas manchetes sejam cada vez mais compartilhadas. Segundo o site G1, 40% das pessoas não conseguem detectar imagens ou títulos manipuladores. Um exemplo dessas situações é o constante compartilhamento de matérias nas redes sociais, sem ao menos confirmar o que elas dizem, o que torna muito comum os golpes que roubam dinheiro e até mesmo informações pessoais de quem não se atenta à medidas de segurança.
Sendo assim, mostra-se necessária a adoção de medidas capazes de reverter a situação. Primeiramente, a sociedade deve estar mais atenta às notícias e sempre procurar confirmá-las em meios cofiáveis e investigar manchetes muito apelativas ou duvidosas. Ademais, a mídia deve estudar as informações antes de veicular as mesmas, expondo-as sempre de forma imparcial, a fim de atingir uma realidade em que as fake news serão cada vez menos propagadas.