Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/05/2018

Em 1808 com a chegada da corte portuguesa ao Brasil, Dom João VI trouxe várias novidades para a colonia, a exemplo, a criação da imprensa régia, o qual é considerada uma grande formadora de opiniões. Porém, algumas informações vinculadas por eles estão sendo consideradas de carácter duvidoso. Logo, as notícias falsas, conhecidas como " Fake News “, estão em um estado alarmante, pois podem colocar em perigo a saúde das pessoas e também à democracia.

Dessa forma, por meio de uma matéria pública na revista Lancet, o qual associou vacinas de sarampo, rubéola e caxumba ao aparecimento do autismo em crianças pequenas, trouxe vários problemas para a saúde de grande parte da população. Pois, a noticia era falsa, mas se espalhou muito rápido e as consequências foram graves, porque caiu o número de crianças vacinadas, mesmo após a retratação da informação. Vale ressaltar que, 72 % dos cidadãos utilizam a internet como principal fonte de notícias, de acordo com o Instituto Renters. Diante disso ,a propagação das fake news tornaram-se aceleradas e sem um preparação as pessoas cada vez mais vão tornar-se vítima delas.

Ademais, a propagação de informações duvidosas colocam em risco não só a saúde, mas também o direito à democracia. Pois, a disseminação de notícias falsas na maioria das campanhas eleitoras, têm manipulado a população a acreditar em alguns conteúdos inexistentes, a exemplo, a candidatura de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, o qual utilizou das fake news como arma na candidatura, segundo uma reportagem do Fantástico.

Portanto, em uma época o qual a tecnologia espalha rápido as informações, é necessário que as pessoas possam identificar quais são verdadeiras. Sendo assim, deve ser preciso que o Governo Federal, expanda projetos como o “Truco”, por meio da divulgação em canais midiáticos, e que consiste em verificar as notícias que as pessoas mandam para eles e, dessa forma descobrirem se de fato é verídica. Para que assim, elas compartilhem somente as informações confiáveis. Além disso, deve ser necessário que o  Governo também colabore, com a ampliação de programas de educação digital para jovens como, por exemplo, o projeto " Caça-boatos”, desenvolvido por um professor de São Paulo, o qual mediante a um curso semanal, ensina os alunos como verificar as informações e descobrirem se são verdadeiras, a exemplo, conferir se a fonte é confiável. A fim de que assim, os jovens aprendam a checar as informações divulgadas pelos canais midiáticos. Logo, com essas medidas a população vai possuir uma postura crítica sobre as informações divulgadas pela imprensa, o qual tem um importante papel desde a sua chegada na era joanina, e com isso não deixarão que influenciem no modo de pensar e sim como um auxilio para a  formação da própria opinião.