Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/05/2018
Ao longo do século XXI, as famosas fake news fazem parte do cotidiano de qualquer cidadão, seja no ambiente familiar, como falsos noticiários na TV, seja no ambiente escolar, como dados falsos que circulam nas redes educativas. Em função desse raciocínio, tal realidade demonstra um verdadeiro retrocesso à segurança pública, uma vez que interfere no bem estar civil e pode comprometer questões sociopolíticas.
Nesse sentido, o mundo globalizado proporciona uma pluralidade de informações que muitas vezes confunde o indivíduo das reais situações. Ou seja, o demasiado acesso as redes sociais, por sua vez, permite que inúmeras reportagens sejam veiculadas sem qualquer certeza de sua veracidade. Um exemplo disso é o fato da enorme circulação de notícias falsas em grupos de whatsapp, principalmente aqueles que reúnem membros familiares, os quais estão preocupados com a segurança coletiva e, erroneamente, veiculam uma notícia falsa sobre um assalto, morte ou roubo. Assim, é fundamental que os indivíduos apresentem um caráter mais crítico quanto a manipulação das informações.
Além disso, o cenário político, seja em escala nacional ou global, pode ser afetado quando um dado falso é veiculado. Isso pode ser visto tanto em ações diplomáticas, a exemplo do compartilhamento de notícias que retratam tensões nos encontros, sendo que na verdade não existiram, quanto na vivencia do próprio terrorismo: diversas notícias aparecem nos jornais e redes sociais relatando ataques terroristas, os quais na realidade não ocorreram, mas provocaram um certo ‘‘alarme social’’, impactando a segurança de um indivíduo. Assim, tal como cita Karl Marx, o ser humano é produto do seu tempo, então, se as fake news continuarem existindo no cenário atual, e se nada for feito para impedi-las, logo, a seguridade social sempre será uma questão constante.
Portanto, tendo em vista a relevância dessa problemática no ambiente civil, é necessário o desenvolvimento de programas mundiais que atuem diretamente em núcleos educacionais – escolas, centros comunitários e universidades -, os quais possam debater sobre as fake news e induzir a formação de um perfil cidadão mais crítico. Aliado a isso, cabe as autoridades nacionais o dever do correto gerenciamento de informações que podem comprometer a segurança nacional de um país em função de um melhor monitoramento e esclarecimento das notícias de importância geral.