Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/06/2018

O termo “hoax” significa embuste, ou farsa. É uma espécie de boato, uma mensagem de conteúdo alarmante ou irreal elaborado para que seja espalhado por várias pessoas com atuação principalmente na internet, suas motivações são diversas, e suas consequências ainda maiores, razão pela qual este tipo de conteúdo deve ser combatido.

As redes sociais se tornaram o principal canal dos hoaxes atualmente. Não é difícil se deparar com anúncios apelativos disfarçados de notícias. Isso porque alguns portais informativos na internet ganham por cliques, fazendo uso do conceito de “pós-verdade”, que se baseia no princípio de que é mais efetivo fazer apelos emocionais que apresentar fatos na hora de formar a opinião pública. Logo, tendem a fazer habitual uso de títulos sensacionalistas ou enganosos para constantemente causar no usuário comoção ou revolta no intuito de que ele prolifere aquele aquele link antes mesmo de clicar, a fim de conferir a veracidade da notícia.

Um estudo da Universidade de Stanford revelou, em 2016, que 80% dos estudantes nos Estados Unidos não conseguem diferenciar notícias normais de anúncios. Isso torna mais fácil a disseminação de hoaxes pela internet. Além disso, uma notícias falsa pode prejudicar fortemente a imagem de um indivíduo ou empresa, conferindo-lhe uma série de problemas, como a sua integridade moral ou física. A eleição de Trump é um claro exemplo, já que o republicano usou dados falsos para fazer afirmações ou exagerou problemas que existem de fato. Um hoax pode ser prejudicial tanto para quem o cria quanto para a vítima ou quem compartilha. De acordo com o Art. 5 da Constituição Federal, a produção e divulgação de conteúdo é livre; mas se a entidade referida sentir-se depreciada de alguma maneira poderá recorrer a justiça e exigir ressarcimento, seja financeiro ou direito a resposta.

Fica claro, portanto, que a disseminação de falsas notícias torna-se recorrente devido à liberdade dada aos usuários da internet de publicarem e compartilharem o que quiserem. Para combater esse problema é necessário que as redes sociais facilitem o processo de denúncias de hoax através de opções de reportagem, além de estabelecerem parcerias com empresas de checagem de fatos para validar a denúncia. Também é imprescindível a atuação do Ministério da Educação, investindo para que as escolas promovam discussões entre os alunos a fim de reforçar a vigilância epistêmica, para que eles saibam separar aquilo em que podem se engajar do que deve-se desconfiar, para que assim se formem usuários conscientes e os boatos tornem-se, paulatinamente, menos recorrentes.