Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/05/2018

No panorama contemporâneo, as notícias falsas (ou fake news) tornaram-se uma questão muito presente ultimamente, uma vez que, de acordo com diversos intelectuais da atualidade, esse termo já pode ser considerado a 4ª fase da Revolução Industrial e da Globalização, o que pode alterar significativamente os rumos sociais e políticos da sociedade mundial. Diante disso, dois aspectos fazem-se relevantes: o poder da mídia em conjunto com outros interesses e a própria configuração social.

A influência dos meios e comunicações e os interesses políticos estão entre as principais causas do problema. De acordo com os fundamentos de Adorno e Horkheimer, o princípio básico da mídia atual é a busca da alienação, visando, sobretudo, o lucro. Ao seguir essa linha de pensamento, percebe-se que o atual cenário mundial concorda com a ideia dos autores; haja vista que, segundo a revista Época, as notícias falsas viraram um grande negócio atualmente, pois há diferentes interesses políticos e econômicos por trás das disseminações das fake news, como as falsas acusações feitas por Donald Trump em sua conta no Twitter à sua principal adversária nas eleições dos EUA, o que pode ter influenciado na vitória do Republicano.

Adjacente a isso, é primordial ressaltar o papel da sociedade diante dessa temática. Em outras palavras, a dinâmica e a fluidez social que vigora atualmente, segundo Zygmunt Bauman, somada com o intenso volume de informações sobre diversos assuntos muitas vezes não desperta interesse ou até mesmo impossibilita as pessoas de buscarem a veracidade e a lealdade das informações repassadas. Em razão disso, segundo o G1, 40% das pessoas não conseguem detectar imagens manipuladas, o que colabora com o sucesso das fake news ou com posicionamentos equivocados a respeito de determinado assunto, seja com o seu compartilhamento no Facebook ou com a promoção de debates nos diversos eixos sociais existentes.

Portanto, é imprescindível que haja uma parceria entre os responsáveis das principais redes sociais em uso atualmente e o Estado para mitigar essa questão. Logo, é dever do Facebook e Twitter direcionar investimentos na formação de voluntários em diversos países que verifiquem a veracidades dos assuntos mais debatidos do momento e excluindo aqueles que não condiz com a realidade, buscando a confiabilidade dos seus conteúdos, além da geração de milhares de empregos. Ademais, cabe ao Governo Federal a propagação nos principais meios de comunicação do país, como rádio, TV e internet, de orientações de como identificar notícias falsas, como a busca da fonte ou se outro veículo a publicou, com o intuito de combater essas inverdades e conscientizar a sociedade em geral.