Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/05/2018
Entende-se “fake news” como uma notícia falsa. Infelizmente, ela se espalha rapidamente e pode acarretar diversas consequências para a sociedade. Com base nisso, discute-se como os interesses políticos e a falta de senso crítico influenciam nessa questão.
A partir do compartilhamento das “fake news”, aponta-se os interesses políticos, como uma de suas principais causas. Segundo estudos da Universidade de Oxford, cerca de 60% dessas falsas notícias são de cunho político. Isso ocorre porque em época de eleição qualquer candidato quer ser eleito e, como nesses casos, dispõe-se a jogar sujo com os seus oponentes e utilizam essas notícias como uma ferramenta. Consequentemente, lançam informações - principalmente nas mídias digitais - visando a prejudicar os outros candidatos, o que pode ser decisivo em uma eleição, já que elas influenciam os eleitores.
Além do campo político, também pode-se citar a desinformação como umas das causas para as “fake news”. Conforme as pesquisas do Ministério da Ciência e Tecnologia, 70% dessas notícias são divulgadas e espalhadas via aplicativo de celular “Whatsapp” e 90% dos usuários não checam a veracidade da informação recebida - o que é preocupante - visto os perigos que isso pode gerar. Por exemplo, há o caso de uma mulher que foi linchada por ser acusada de sacrificar crianças em rituais de magia negra, a partir de vídeos divulgados na internet. E, após as investigações, foi constatado que a mulher não tinha nenhuma relação com os vídeos.
Diante disso, é evidente o perigo de repassar as “fake news”, devido a dimensão que ela pode chegar, podendo prejudicar alguém. Logo, é dever do Ministério das Comunicações promover campanhas publicitárias, a fim de informar a população sobre os perigos das notícias falsas e de como checar a veracidade das mesmas.