Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/05/2018

Conforme defendeu o fundador da Microsoft Bill Gates, “A internet está se transformando na praça central da aldeia global do mundo”. Entretanto, essa globalização tem elevado os índices de problemas sociais, uma vez que, as fake news vêm ganhando espaço nos meios de comunicação. Diante disso, deve-se analisar como as redes sociais e o parlamento brasileiro provocam tal problemática no país.

É relevante enfatizar, a princípio, que as redes sociais são as principais responsáveis por propagar notícias falsas. Isso acontece porque, os indivíduos que usufruem dos meios de comunicação e os sites que gerenciam, não checam as supostas informações que recebem e acabam emitindo para outras plataformas e grupos de pessoas. Assim, é comum, por exemplo, encontrarmos boatos que buscam denegrir partidos políticos, países e a imagem de pessoas. Prova disso foi à reportagem realizada em 2016 pelo G1, o qual informa o óbito de Fabiana Maria, morta após boatos de sequestro de crianças.

De outra parte, os nossos governantes também são responsáveis pela problemática em questão. Isso porque, apesar de termos um grande número de vítimas, os nossos representantes não têm apresentado relevância. O projeto de lei 6.812/2017, por exemplo, passou um ano no Senado sem obter aprovação e acabou sendo arquivado. Por consequência dessa ausência de legislação, a impunidade é garantida e novos casos de falseta acontecem diariamente. Não é à toa, então, que o filósofo Aristóteles, defende que a base da sociedade é a justiça e o julgamento constitui na aplicação das leis.

Fica claro, portanto, que as redes sociais e o parlamento brasileiro dificultam a amenização das fake newes. Em razão disso, o Ministério da Segurança (MS) em parceria com os meios de comunicação, deve propagar notícias que mostrem a importância da filtração de mensagens e enfatizar a importância de investigar a fonte, pesquisar o assunto em outros veículos de grande alcance e ficar atenta a data de publicação das notícias. Além disso, as ONGs juntamente com as escolas, devem promover debates e palestras ao uso consciente dos aplicativos, mostrando a dimensão que noticiários falsos compartilhados podem causar e reivindicar aos nobres parlamentares apoios aos projetos propostos. Assim, a internet será, finalmente, um verdadeiro local de intercâmbio de conhecimento favorável ao bem comum.