Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/05/2018
Subsistir-se em uma sociedade em que a maioria da população utiliza os mecanismos das redes sociais, contribui para o compartilhamento instantâneo de informações. Essa prática adotada involuntariamente por inúmeros indivíduos, auxilia na propagação de falsas notícias, responsáveis por transmitir referências enganadoras em âmbito global.
A alienação das pessoas em ler notícias sem filtrar o conteúdo ou sua fonte e compartilha-las para todos das suas mídias sociais, tornou-se um dos principais fatores contribuintes na disseminação das tão conhecidas “fake news”. Os impactos desses informes afeta direta ou indiretamente vários setores sociais, inclusive renomados jornais, partindo do pressuposto que em alguns conteúdos, o sujeito que escreve a notícia tenta de alguma forma transparecer como fonte alguma gazeta respeitada. Uma pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo, aponta que as “fake news” apelam e viralizam mais que notícias que trazem verdadeiras informações. Elas são geralmente apelativas emocionalmente, ou reforçam algum ideal politico ajudando a fortalecer crenças e por isso são amplamente compartilhadas e comentadas antes mesmo que os usuários chequem as fontes das notícias.
Um dos conceitos filosóficos de Francis Bacon afirma que o comportamento do homem é contagioso. Podemos ver esse conceito sendo perfeitamente aplicado na distribuição deliberada de conteúdos falsos e boatos pela internet, sem levar em conta a veracidade dos fatos publicados. Esse comportamento, conforme permanece a ser reproduzido, torna-se enraizado e frequente.
Logo, se faz necessária a criação de ações que auxiliem a população a identificar notícias falsas, pois elas só ganham visibilidade e destaque quando compartilhadas por um grande número de pessoas. O Estado deve criar um comitê para checar informações falsas veiculadas na internet, informando a empresa responsável pela hospedagem do site, e bloqueando a fonte de renda dos mesmos.