Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/05/2018

Durante boa parte da nossa história, o homem teve acesso restrito às informações. Na idade média, por exemplo, os livros eram exclusividade dos nobres e clero. Desde o iluminismo, porém, a tendência de valorização do conhecimento e do acesso às informações transformou profundamente nossa sociedade. Apesar das recentes revoluções na forma de transmissão das informações, a divulgação de notícias falsas faz-se um problema presente, sendo corroborada pela influência midiática e das redes sociais, fatores que resultam na persuasão do senso crítico da população.

Em primeiro lugar, sob a perspectiva do conceito socrático de que a informação deve passar por três peneiras, sendo uma destas a verdade, é importante salientar que muitas vezes isso não acontece. A mídia, como grande influenciadora, utiliza constantemente a difusão das “fake news” para persuadir a população em prol de uma certa classe. Prova disso, foi a eleição em 2016, do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, que se tornou possível mediante a intensa divulgação de falsas informações sobre a adversária Hillary Clinton. Conter tal propagação torna-se substancial para a disseminação dos reais fatos, promovendo assim, liberdade e veracidade de informações divulgadas.

Outrossim, de acordo com o Mito da Caverna, descrita por Platão, que reflete acerca da necessidade do pensamento crítico em detrimento do senso comum, é válido destacar que uma consequência direta da exposição às notícias falsas, as quais ocorrem em redes sociais ou em sites de entretenimento, é a coibição do desenvolvimento analítico dos indivíduos. Por conseguinte, o ser humano passa a não questionar os fatos ao seu redor, sendo facilmente manipulado por forças externas. Cabe assim, ação direta nos meios de comunicação, para que a distorção da realidade salientada por Platão, tenha seu ponto final.

Evidencia-se, portanto, o carecer do combate à divulgação de notícias falsas. Para isso, a população deve denunciar as informações fraudulentas difundidas nos meios midiáticos para que, dessa forma, a Receita Federal às fiscalize, tendo como finalidade a longo prazo desse impasse. Além do mais, a escola como educadora dos indivíduos, deve orientá-los a respeito da importância de pesquisar sobre a procedência das mais variadas informações, impedindo que estes deem credibilidade à qualquer notícia. Dessa forma, será possível que as teorias de Sócrates e Platão tornem-se verdade e não apenas mais uma metáfora.