Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/11/2018

De acordo com a ideia do ministro da propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, uma mentira contada mil vezes torna-se verdade. No contexto hodierno, percebe-se que inúmeras pessoas vem utilizando essa ideia com ajuda dos novos meios de comunicação para disseminar calúnias, persuadir e até mesmo controlar pessoas assim como na Alemanha Nazista. Resta, então, saber como encarar tal problemática.

É relevante ressaltar, primeiramente, que a disseminação de notícias falsas pela internet é facilitada pela quantidade de usuários sem senso crítico eficaz. Esses, acabam por colaborar com usuários criminosos que criam informações enganosas e sensacionalistas em redes sociais como Twitter, Facebook e WhatsApp, onde a divulgação é rápida, o alcance é longo e o tempo que as pessoas gastam para verificar a veracidade dos fatos tem sido mais curto. Desse modo, eles obtêm lucro com a quantidade de “clicks” ou “likes” nas informações.

Outro fator importante é que nos últimos anos foram descobertos diversos casos de políticos que se promoveram falsamente através das mídias digitais em épocas eleitorais. Tais candidatos pagam divulgadores e até jornalistas para fazerem matérias que os beneficiem ou que distorçam informações sobre seus adversários, causando severos danos à democracia. Como na última eleição presidencial americana, esses boatos espalhados fizeram muitos cidadãos mudarem seus votos e posicionamento sobres os candidatos.

Diante dessa problemática, constata-se que a ideia de Goebbels está presente na era da informação, manipulando e provocando múltiplos impasses sociais e democráticos. E para reverter tal situação é imprescindível que o Tribunal Eleitoral instaure procedimentos de verificação nas mídias digitais, para reduzir distorções de informações. Paralelo a essa medida, é vital que as instituições educacionais, por meio de palestras e debates, informem os alunos sobre os riscos causados pelas “Fake News”, a fim de que desde jovens sejam capazes de analisar e distinguir boatos de notícias verdadeiras. Assim, com a sociedade mais consciente a eficácia eleitoral e os direitos democráticos serão mantidos.