Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 05/06/2018
Terra de ninguém
“Tudo que era estável e sólido se desmancha no ar”. A frase dita por Karl Marx no século XVIII, teve retorno nos estudos do Filósofo contemporâneo Zygmunt Baumam, e assim resumiu o atual cenário que o novo século, XXI, relacionando com a liquidez das relações interpessoais. Assim, de fato, mescla-se com a internet e seu poderio em favor da vontade individual de cada pessoa por trás da mesma. Portanto, é notório que a web torna veículo para disseminação de Fakes News.
A era digital abrange, em nível mundial, uma facilidade de distribuir informações de interesse próprio e influenciando uma massa social que não detém uma Educação digital para filtrar conteúdos plausíveis. Sendo assim, as redes sociais se tornam palco de manobra em mãos erradas, podendo moldar pessoas alienadas como meio de conseguir o que desejas. Aliás, isso reflete em uma internet sem dono, onde todos postam e especulam o que lhes convém, perdendo a solidez nas relações, ou seja, a capacidade de altruísmo. Um bom exemplo disso foi nas eleições presidenciais estadunidenses, em 2016, com disputas entre Donald Trump e Hillary Clinton. Nelas, ambos usaram a rede para propagar notícias falas (fakes news), com o objetivo de derrubar o opositor.
Sob esse viés, a grande maioria do público das redes sociais associa notícias com sua própria visão acerta do assunto. Isso explica a imensa maioria, segundo pesquisas do consumo de notícias do Brasil, acreditando em tudo que está na web. Assim, é fato que consequências surgiram acerca do assunto, afetando por exemplo: vidas de quem fui exposto por meio de mentiras, e manipulando pessoas leigas. Um exemplo disso é o caso de uma mulher, no litoral de São Paulo (Guarujá), que foi espancada até a morte por ser acusada em uma rede social que mexia com magia negra envolvendo crianças. Por esse motivo, que medidas são necessárias para conter esse impasse, e evitar sequelas como essa.
Diante dos fatos supracitados, é coerente o Governo ministrado pelo Ministério da Educação propor matérias que ensine a manusear redes sociais, como forma de educar a sociedade digitalmente e evitar que se tornem massa de manobra de pessoas mal- intencionadas. Cabe também a imprensa, em verificar a fonte dos conteúdos emponderados pela internet. Ademais, o Governo deve apoiar a mídia em fomentar por meio de propagandas em horários nobres sobre a importância de acessar a fonte e o provedor das informações nos sites, contribuindo assim, com a educação digital. Promover, diante das propagandas, o uso das denúncias como forma de repressão ás notícias falsas e mostrar Leis que puniram tal violador da privacidade e conduta alheia. Com isso, fará da internet mais humana e sólida.