Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/10/2018
Desde a Segunda Guerra Mundial, o político Adolf Hitler já usava notícias falsas para valorizar sua própria imagem e a ideologia anti-semita. Desse modo, é possível afirmar que a disseminação de “fake news” não é um problema atual, entretanto, na hodiernidade, com o advento da era da informação, os perigos só aumentaram. Dentre eles, destacam-se, o desrespeito aliado a violação de um direito constitucional.
A priori, é importante salientar a injustiça presente na questão. Uma vez que as notícias falsas, geralmente, beneficiam alguns em detrimento da difamação da imagem de outros. Nesse sentido, a máxima do ativista político Martin Luther King de que “A injustiça num lugar ameaça a justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Dessa forma, tem-se a generalização do sentimento de insegurança no que tange as informações disponibilizadas pelos meios de comunicação.
Ademais, as “fake news” são ações inconstitucionais. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos tem direito ao acesso a informação. Nessa perspectiva, frequentemente o tecido social brasileiro tem esse direito violado. Visto que das inúmeras notícias compartilhadas nas mídias sociais, muitas são mentiras ditas como verdades, que ganham um impacto demasiado e multiplicam-se rapidamente. Por conseguinte, propaga-se uma desinformação coletiva.
Infere-se, portanto, o caráter problemático dessa conjuntura. Destarte, o MEC, a mídia e Organizações Não Governamentais (ONG’s) precisam instituir projetos mensais, para que a população tenha acesso a educação digital, por intermédio de campanhas e eventos em escolas e Universidades, abertos as comunidades locais, com palestras que ensinem a identificar as “fake news”. Assim, poderá haver uma amenização desse antigo impasse.