Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/06/2018

Historicamente, falsos boatos sempre foram presenciados na sociedade. Na Idade Média, Jaona D`arc foi julgada e queimada viva na fogueira pela Santa Inquisição após rumores de ser uma praticante de bruxaria. Apesar de datar de séculos antepassadas, no Brasil, as fakes news ainda representam um impasse a ser combatido. Nessa óptica, devem ser analisadas as principais consequências dessa problemática.

A priori, vale ressaltar a negligência governamental é uma das causadoras do problema. Uma prova disso foi na cidade de Guarujá, interior de São Paulo, uma mulher foi morta pela população local depois que sua amiga fez uma falsa publicação que ela sequestrava criança. Diante disso, apesar da Constituição Federal declarar que calúnia, injúria e difamação são crimes com pena de detenção, tal ato não ocorre no mundo cibernético porque os criminosos, muitas vezes, não são identificados e utilizam outro IP do computador para dificultar a sua localização atrás da tela, por não existir uma Lei Federal para esses determinados crimes. Assim, os vilões da internet não são julgados, criam mais notícias inválidas e circulam cada vez mais pelas telas dos celulares. Dessa forma, não é à toa que Hitler já utilizava dessa ideologia para promover sua imagem na 2º Guerra Mundial.

Ademais, convém frisar que a questão está longe de ser resolvida. A circulação de fake news tem-se tornado um grande empreendimento para as empresas que utilizam desse artificio, por exemplo, menina cega que ganha 0,10 centavos a cada compartilhamento, remédio para curar o câncer, pomada contra a calvície, são manchetes fictícias criadas pelas indústrias que estão lucrando do bom senso das pessoas para venderem as suas mercadorias. Analogamente a isso, conforme afirmavam os filósofos Adorno e Horkheimer, o sistema capitalista implantou a necessidade de consumo ligado ao pseudo-felicidade que só seria feliz quem tivesse comprado o produto de determinada indústria. Dessa maneira, o meio social fica alienado, influenciado pelas falsas propagandas e compartilham cada vez mais.

A fim, portanto, de queimar as fakes news na fogueira simbólica, cabe ao Senado criar uma lei que possa investigar os criminosos e defender as pessoas na internet. Nela, o corpo social poderia denunciar falsos compartilhamentos às autoridades via on-line e seriam procurados e investigados pela Polícia Federal os autores dos crimes, posteriormente, punindo-os com multas ou até mesmo a prisão se necessária. Além disso, a mídia deve, por meio de uma cartilha, conscientizar a polução como investigar a informação da notícia, através de desenhos ilustrativos explicativos, para uma fácil compreensão a todos.