Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/08/2018
Neste ano, foi lançada um projeto, chamado “Fato ou fake?”, pela emissora de televisão Globo que propõe analisar notícias circuladas na internet e conferir sua veracidade. Essa atitude da emissora suscita a presença de um grave problema na sociedade tecnológica do século XXI: a onda de noticias falsas propagadas nos meios de comunicação, as quais objetivam enganar, influenciar e manipular pessoas todos os dias. Tal questão provoca inúmeras consequências sociais, politicas e jurídicas e, por isso, torna necessário o debate e a tomada de ações interventivas.
Durante a Revolução Francesa, por meio de gazetas, era comum a publicação de calúnias com propósito político para manipular a opinião popular, sendo dessa maneira que Maria Antonieta teve sua reputação sujada e, por conseguinte, foi sentenciada a morte. Esse fato, demonstra que o uso de notícias falsas é muito antigo e pode ter fins terríveis. Tais publicações mentirosas são comumente utilizadas para difamar pessoas, gerar lucro a empresas, para interesses políticos e para trazer tumulto a população, o que causa os mais variados efeitos que vão de violência a interferência no futuro do país. Exemplo disso viu-se na disseminação de notícias falsas nos Estados Unidos, que foram determinantes para a eleição do presidente Donald Trump.
No entanto, mesmo vivendo no mundo da comunicação por que essa problemática persiste?. A resposta para isso está na ausência da educação digital. Os meios de comunicação estão ficando cada vez mais acessíveis e difundidos entre a população como as redes sociais, porém poucos indivíduos sabem usá-las corretamente ou ainda são muito jovens e acabam por prejudicar outros e a si mesmo inconscientemente. Outrossim, apesar de existir uma legislação contra o uso da internet para fins maléficos, ela ainda não é especifica e eficiente. Dessa forma, na prática não há punições reais àqueles que criam as “fake news”, o que colabora para a insistência do problema.
Em síntese e de forma análoga ao pensamento de Augusto Comte, o qual " é preciso ver para prever e prever para prover", ao evidenciar a voracidade do impasse fica imprescindível a aplicação de medidas para resolve-lo. Nesse sentido, é essencial que o poder legislativo aprove leis especificas para a questão das “fake news” com punições severas aos infratores. Além disso, o Ministério da Comunicação junto aos veículos comunicativos mais conhecidos, como a Globo, devem criar uma campanha publicitária para informar a população sobre o uso adequado da internet e os meios de se proteger de notícias falsas. Ademais, torna-se fundamental a participação da sociedade civil, que é a principal ferramenta de divulgação, evitando compartilhar esse tipo de notícia ao conferir a fonte de suas informações e, assim, é possível que a problemática seja ao poucos reduzida.