Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/06/2018

“Fake News” é um termo criado em 1890 a fim de designar a veiculação de notícias falsas. Na atual conjuntura, conhecida como Era da Informação, esse termo assumiu uma posição central nos debates sobre os riscos relacionados ao uso da internet. As fake news são, portanto, uma problemática que compromete o bem estar social e está associada a perigos como a proliferação da desinformação e a desonra de reputações.

Em primeira análise, o ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbles, afirmou que uma notícia dita mil vezes se torna verdade. Infelizmente, muitos usuários de internet são adeptos dessa máxima e não só acreditam em notícias falsas como também compartilham centenas de inverdades. Dessa forma, a veiculação de informações como as de que vacina causa autismo e mamomagrafia eleva os riscos de câncer de tireóide são exemplos do poder de desinformação das fake news e como elas podem desequilibrar outras esferas da sociedade como, no caso dos exemplos citados, as políticas de saúde pública.

Outro perigo relacionado à disseminação de farsas é o poder de manchar a integridade das pessoas. Esse potencial é acentuado se considerarmos o atual emponderamento da opinião e a estatística do Portal Comunicação que nos mostra que 78% dos usuários utilizam as redes sociais para se informar. Porém, muitas vezes essas informações são calúnias que podem pôr a vida dos envolvidos em risco, como o caso do professor canadense cuja foto sofreu uma montagem para parecer que ele estava envolvido nos atentados de Nice, na França. Esse, portanto, é um tipo de situação da qual ninguém está imune.

Evidenciam-se, dessa forma, perigos significativos em relação às fake news, com reflexos negativos sobre a sociedade em geral. A fim de minimizar a proliferação de notícias inverossímeis, o Poder Público Federal deve promover a curadoria das informações circuladas por meio da contratação de agências de checagem apartidárias e idôneas. Essas agências, por sua vez, apresentariam um sistema em que o cidadão pudesse enviar a URL da notícia para que os profissionais das agências comprovassem ou não a sua veracidade. Além disso, o Ministério da Justiça deve garantir a devida punição aos que caluniam e desonram outras pessoas pela internet por meio da aprovação da lei que criminaliza quem escreve e dissemina informações falsas. Espera-se que com a implementação dessas mudanças os efeitos nocivos das fake news sejam atenuados.