Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/06/2018
Machado de Assis, em suas obras, destacou-se por instigar o questionamento nos leitores, além de criticar a corrente Realista, que pregava a aceitação passiva das informações. Entretanto, após decadas, a falta de questionamento ainda persiste através das Fake News (notícias falsas) nos meios virtuais, causando sérios problemas que precisam ser mitigados.
Em primeiro plano é válido ressaltar a atratividade do ser humano por notícias sensacionalistas, já explorado pelas mídias televisivas tal qual o programa “Brasil Urgente”. Todavia, o surgimento das redes sociais trouxe um meio perfeito para difusão tanto de notícias sensacionalistas, quanto inteiramente falsas em sites aparentemente fidedignos. As motivações são as mesmas, atrair visualizações para retorno financeiro, com isso, a ausência de fiscalização é explorada, tornando o mercado altamente lucrativo.
Além disso, a incontestação dos usuários com a pesquisa da veracidade alimentam gradativamente a proliferação das Fakes News. Com isso, há a criação de boatos que prejudicam tanto um individuo quanto a sociedade em um todo. Prova disso, foi o espancamento, até a morte, de Fabiane Maria de Jesus, ocasionado por calúnias difamadas nas mídias virtuais. Já no contexto social, movimentos antivacinas e Terra planistas ganham cada vez mais força, o primeiro contudo, pode colocar em xeque a saúde brasileira, necessitando intervenções.
Dessa forma, para amenizar as problemáticas citadas, faz-se necessário a comoção governamental, através de propagandas, principalmente em redes sociais. Ademais, páginas como Quebrando o Tabu devem informar os perigos de compartilhar notícias sem verificar sua veracidade, divulgando simultaneamente sites como e-Farsas, que servem de fonte para pesquisa. A longo prazo, escolas devem incentivar a leitura de Machado de Assis, trazendo o debate sobre o quanto a aceitação passiva das informações pode ser prejudicial para a sociedade.