Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/06/2018
A chegada da era digital, na década de 80, foi responsável por suprimir o meio físico de transmissão das informações, promovendo uma revolução na comunicação. Embora esse fenômeno tenha intensificado e otimizado a interação social, revelou uma problemática que, quando se espalha, traz grande prejuízo: o Fake News, termo que caracteriza a disseminação de notícias falsas. Nesse contexto, faz-se importante entender seus riscos na sociedade.
Em um primeiro plano, destaca-se que esse impasse é altamente motivado no meio político. Sabe-se que, com a chegada das eleições, esse fator vem sendo agravado por sites com viés ideológico, segundo jornal ‘‘El país’’. Eli Pariser, co-autor e palestrante americano, expões que o indivíduo utiliza primordialmente suas redes sociais, como Facebook e Twitter, para buscar matérias e notícias, e negligencia jornais confiáveis, o que amplia possibilidade da pessoa encontrar matérias enganosas. Sendo assim, candidatos têm sido prejudicados pelo apelo de manchetes falsas que influenciam grande parte da população.
Ademais, convêm ressaltar que a sociedade é persuadida por informações falsas devido à não exercer senso crítico, assim, tendo sua parcela de culpa. De acordo com a análise de Zygmunt Bauman, a geração atual vive a ‘‘modernidade líquida’’, na qual se torna comum realizar tarefas com rapidez, refletindo na leitura, uma vez que não se confere dados ou se a matéria exerce conteúdo confiável. Dessa maneira, o indivíduo compartilha as ‘‘fake news’’ sem tomar devido cuidado, apenas porque outras pessoas o fizeram, até que o texto seja proliferado.
Torna-se evidente, portanto, que esse fator implica em diversos prejuízos, carecendo de ações para seu enfrentamento. Cabe ao Governo Federal, órgão responsável pela ordem, em parceria com empresas como o Google, criar uma entidade virtual focada em atender denúncias realizadas acerca de notícias falsas, agindo de forma que cheque a validade da mesma e caso necessário, seja removido; além de projetos, também virtuais, que expliquem aos internautas como identificar as ‘‘fake news’’. A partir do pontapé inicial, pode-se minimizar o problema em questão.