Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/06/2018

Na Grécia Antiga, Sócrates criticava a retórica dos sofistas que acreditavam senhorear da melhor verdade e que, através da farsa, dominavam a arte de convencer. Por conseguinte, a contemporaneidade traz consigo o hábito da mentira e a disseminação das “fake news”, o que se torna um problema, deturpando o fictício em ‘‘realidade’’.

Segundo o filósofo Francis Bacon, palavras erradas, falsas ideias e falsas doutrinas filosóficas, nos turvam da realidade. Assim sendo, é inegável que as fake news corroem a credibilidade da imprensa e interfere no direito das pessoas à informação. Além disso, contamos em nossa sociedade com “empresas de clique” que financiam essas notícias falsas com o intuito de reforçar algum ideal político ou alguma crença, que são amplamente compartilhadas, gerando um caos digital.

Ademais, a falta de senso crítico também leva as pessoas à viralizarem essas notícias. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, aponta que até os países com os melhores índices de educação tem dificuldades para identificar as notícias falsas. Todavia, nossa sociedade foi construída no alicerce do senso comum, em que, hodiernamente, ainda nos deparamos com pessoas que se deixam levar por ideias obsoletas, se distanciando da verdade.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas para intervir nesse impasse. Levando em consideração que a maior parte das fake news se disseminam pela internet, cabe aos diretores executivos (CEO) das demais redes sociais, adotarem mecanismos de verificação da veracidade do conteúdo compartilhado pelos seus usuários, bloqueando o compartilhamento de notícias suspeitas. Ademais, também cabe ao Ministério da Educação, estimular o senso crítico da população através de palestras e meios midiáticos, auxiliando na identificação dessas notícias, tendo como objetivo a formação de indivíduos críticos e a redução da disseminação das fake news.