Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/06/2018
“O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.” a frase de Aristóteles, filósofo grego, reflete o atual cenário da era digital, a qual está marcada pela propagação de notícias falaciosas revestidas de artifícios que lhe conferem aparência de verdade. Dessa forma, com o propósito de compreender o problema e alcançar melhorias, é crucial observar o elevado número de informações improcedentes divulgadas e repassadas cotidianamente e como a falta de informação social pode ser um agravante.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que as “Fake News” são um tipo de imprensa que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal expresso, televisão, rádio ou ainda online, como nas mídias sociais. À vista disso, as consequências para os indivíduos inseridos nas notícias falsas são vastas, inclusive para suas respectivas famílias. Para ilustrar, é válido o caso que ocorreu no Rio de Janeiro, em que a desembargadora Marília Castro publicou em sua página pessoal do Facebook que a vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio de Janeiro, era engajada com bandidos. Assim, tratando-se de uma desembargadora, sua alegação inspira uma confiança que leva os leitores a acreditarem em suas declarações, ainda que não haja veracidade.
Ainda nessa questão, é fundamental pontuar que o principal colaborador da disseminação de informações deturpadas é a ausência de conhecimento dos cidadãos. Com o surgimento da internet e o excesso de informes disponíveis, indivíduos mal intencionados em busca de cliques e audiência propalam conteúdos adulterados, principalmente, no meio cibernético. Todavia, por trás de cada notícia, existe uma parcela de leitores que não checam a autenticidade do comunicado, auxiliando na divulgação. Em razão disso, segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as notícias falsas se espalham 70% mais rápido do que as verdadeiras e atingem muito mais pessoas. Nesse contexto, muitas questões políticas, econômicas e sociais são distorcidas com o amparo da sociedade, alimentando uma imprensa cujo único objetivo é propagar inverdades.
Nesse sentido, ficam evidentes, portanto, os elementos que colaboram para o atual quadro negativo do país. Cabe ao Ministério da Educação, realizar palestras e campanhas públicas a respeito das “Fake News” e suas consequências no âmbito social e pessoal, além de elaborar cartilhas que auxiliem na identificação de notícias falsas, com o objetivo de contribuir na formação de jovens conscientes e com pensamento crítico. É imprescindível, também, que o Setor Executivo aumente o monitoramento das informações irreais divulgadas online, além de aumentar a eficácia e efetividade das penas punitivas, com o objetivo de reduzir gradativamente sua ocorrência. A partir disso, progressivamente, a frase de Mahatma Gandhi fará sentido: “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”.