Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 23/06/2018

Na década de 1540, na região da atual Alemanha, um invento mudaria o curso da disseminação de informações, esse era a Prensa de Gutemberg. Diante disso, cinco séculos depois, a Internet deu continuidade a esse processo revolucionário acerca dos meios de comunicação e da liberdade de expressão, ao assegurar a quaisquer indivíduos o direito de expor fatos e ideias sem que haja censura prévia. Entretanto, juntamente a esses benefícios, surgiram perigos, os quais atualmente são representados pelas “Fake News”. Assim, é imprescindível colocarmos uma lupa sobre as ameaças pertinentes ao compartilhamento de notícias falsas na era da informação.

Em primeiro plano, devemos compreender a atuação nefasta das “Fake News” no plano social. Para tanto, é imperativo salientar que, em razão dessas notícias estarem ao fácil e rápido alcance da população, uma informação falsa repercute de imediato sobre a conjuntura da sociedade. Isto é, a título de exemplo, em um possível cenário de epidemia de doenças, como a poliomelite, um artigo de caráter sensacionalista, o qual afirma que vacinas causam autismo, atinge a emoção de pais que, indubitavelmente, desejam o  melhor aos seus pequenos, fazendo, portanto, com que o índice de vacinados diminua e, por conseguinte, mais crianças fiquem vulneráveis. Desse modo, o corpo social acaba por ficar exposto ao caos e à desordem.

Outrossim, torna-se contundente nos debruçar sobre a questão dos interesse políticos ligados às “Fake News”. À luz de tal máxima, faz-se preciso compreender que, devido a atual crise de confiança nos veículos clássico de comunicação, brasileiros passam a dar credibilidade para, exclusivamente, aquilo em que acreditam. Nessa conjuntura, grupos políticos aproveitam-se desse momento de fragilidade para persuadir eleitores, citando caso análogo: as eleições norte-americanas de 2016, em que o Partido Republicano difamou a partir de informações falsas seu principal adversário, o Partido Democrata, fato que garantiu a eleição de Donald Trump- presidente dos Estados Unidos. Consequentemente, a sociedade acaba suscetível aos interesses particulares de uma minoria.

Infere-se, pois, a urgência de proteger a nação canarinha da influência das “Fake News”. Destarte, é inquestionável que o Estado, visando o bem estar da população, atue a partir do Ministério do Desenvolvimento Social, criando órgãos responsáveis por checar rapidamente a veracidade de informações e penalizar com multas aqueles que busquem, com más intenções, disseminar conteúdo leviano. Ademais, o Ministério da Educação deve integrar às escolas um cronograma de ensino que vise educar os jovens sobre os riscos de confiar cegamente em notícias de redes sociais. Somente então, o Brasil poderá transpor os riscos oriundos de tamanho fenômeno.