Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/06/2018

Nos tempos do hipertexto, no qual o leitor torna-se o autor livre para criar suas sequências textuais durante pesquisas na internet, a veracidade das informações veiculadas está cada vez mais ameaçada. São matérias, referências e imagens compartilhadas no mundo virtual sem qualquer julgamento prévio, possibilitando a disseminação de conteúdo inverídico e caluniador. Em pleno século do avanço tecnológico e cibernético, os meios de comunicação estão sendo vendidos e manipulados por interesses políticos, como foi o caso das eleições de 2017 nos Estados Unidos, ou por interesses comerciais, com o desenvolvimento dos “cookies” nos navegadores online.

Historicamente, a difusão de boatos falsos ou exagerados é antiga, porém, está assumindo um caráter praticamente instantâneo nas redes sociais. Devido a confiança de muitos usuários de que a informação veiculada nas redes é verídica, estes acabam compartilhando mentiras que carregam consigo interesses maiores. Como exemplo, a eleição presidencial de Donald Trump sofre acusações de ter sido manipulada com a venda e a circulação de informações falsas sobre os candidatos para usuários norte-americanos. Devido a possibilidade de anonimidade, o conhecimento para criar matérias chamativas e tendenciosas têm ameaçado a ética no jornalismo.

Ademais, o compartilhamento de “fake news”, como são chamadas as notícias falsas, são grande geradores de lucros para os seus autores, pois, graças ao número de acessos, as páginas são carregadas de publicidades e propagandas pagas. No entanto, cada vez mais as agências de jornalismo investigativo estão sendo solicitadas para romper com o fluxo de informações mentirosas, estes órgãos carregam uma grande responsabilidade de averiguar dados estatísticos, imagens manipuladas e notícias tendenciosas, a fim de eliminar grande parte dessa poluição virtual.

Em síntese, é necessário um grande esforço de instituições jornalísticas e da sociedade para irromper esse tipo de notícia nociva a integridade social. É necessário, portanto, o apoio financeiro dos Governos Federais ao jornalismo investigativo, com o intuito de oferecer ao leitor uma informação de qualidade, e, ainda, a responsabilidade para criação de campanhas orientadoras para a identificação e denúncia de “fake news” por parte da população. Devem também ser aplicadas e elaboradas leis que se enquadram nas particularidades do mundo virtual, como os protocolos de atuação em casos de anonimidade e compartilhamento de notícias inverídicas. Dessa forma, a internet e os seus usuários passarão a ter garantia quanto  ao direito pelo acesso a informação imparcial e fidedigna de informações.