Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/06/2018

Pseudoverdades absolutas?

Na viral série de televisão La Casa de Papel, a opinião pública é importante foco de disputa entre os assaltantes e a polícia, não poupando esforços para ganha-la, beirando a difamação por meio de notícias falsas. Casos análogos podem ser percebidos fora das telas, onde pseudoverdades são propagadas pela grande massa empoderada, causando influência negativa em questões pessoais e até de saúde pública.

Se por um lado as redes sociais facilitaram a democratização da informação, por outro facilitaram a disseminação das fake-news. É destacável o papel da internet na aproximação global, dando continuidade ao processo iniciado pela TV, de formação de uma “Aldeia Global”, como postulou MacLuhan. Entretanto, seu crescimento ocorreu em detrimento da mídia tradicional, que embora tendenciosa na escolha dos fatos e seleção vocabular, não mente, pois são dependentes da credibilidade. Já na internet, onde a sensação de anonimato existe, é muito fácil criar e propagar informação sem veracidade, podendo chegar a casos de difamação, calunia e injuria.

Ainda, além do âmbito pessoal, é destacável os impactos na saúde. Se por um lado o processo de vacinação é antecedido por uma série de pesquisas científicas, por outro as ondas de boicotes a vacinas surge de simples boatos, mas com grandes poderes, à medida que a população é desprovida de doutrinação científica na educação pública. Além disso, paráfrases de cientistas e médicos podem ter amplo poder de persuasão, até que sejam coibidos, como o caso que envolveu o Dr. Dráuzio Varella, supostamente colocando a culpa do câncer de mama no exame.

Nesse sentido, são necessárias inicialmente medidas para remediar a disseminação de pseudoverdades. Em primeiro lugar, é interessante que o Facebook melhore suas políticas de produção de conteúdo, criando selos de credibilidade às páginas destinadas a propagação de informação. Por conseguinte, é necessário prevenir, cabendo ao Ministério de Educação investir na reforma do ensino médio, de modo que os indivíduos sejam ensinados de forma prática teorias como a de Descartes e Bacon, fundamentando o questionamento de informações.

(OBS: Minha letra fica entre as duas opções disponíveis. Escrevi 30 linhas para minha letra)