Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/06/2018

Em 2016, ‘pós-verdade" foi eleita a palavra do ano pelo dicionário Oxford, cujo refere-se, que as emoções e crenças pessoais afetam mais que opinião pública do que os fatos objetivos. Nota-se, portanto, que as notícias falsas refletem esse cenário, visto que, se deve a fatores como o poder de difusão da Era da Informação e a falta de educação digital da sociedade brasileira.

Em primeira análise, deve-se salientar que essas notícias - que não são fiscalizadas - possuem títulos chamativos, com assuntos que atraiam uma massa de leitores, que consequentemente, compartilham de forma inconsciente sobre sua veracidade. Nota-se que, quando Joseph Goebbels, Ministro de Propaganda do Hitfler, afirmou que uma mentira contada mil vez tomava-se verdade, evidenciou que quanto mais uma pessoa é exposta a uma mentira, mais fácil dessa informação ser aceita como algo verídico.

Ademais, o que agrava esse cenário é a falta de educação digital da sociedade brasileira, na qual o ensino mercantilista acaba colocando o lucro em frente de objetivos educacionais. A soma disso, a falta de parida, em identificar uma Fake News, e a leis mais rígidas, contribuem para a aceitação e a proliferação destes fatos. Exemplo disso, segundo o site “g1.com”, houve uma desistência de 25% da população em tomar a vacina contra a febre amarela após terem recebido no Whatsapp a mensagem de uma suposta médica falando que a vacina era perigosa.

Portanto, medidas devem ser tomadas para minimizar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação promover propagandas de cunho educativo sobre os métodos para identificar as Fake News, com o intuito de promover a diminuição do compartilhamento e difusão da mesma. Além disso, o Ministério da Defesa deve intensificar a fiscalização das falsas informações, por meio da contratação de sistemas de informações, a fim de bloquear os conteúdos falsos, evitando a disseminação dessas informações.