Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/09/2018
Na década de 30, foi instaurado a ditadura ’’ Estado Novo’’ pelo presidente Getúlio Vargas. Esse fato deu-se como vigente devido a propagação de uma notícia falsa armada pelo governo de que haveria uma revolução comunista no Brasil e para a ‘‘segurança’’ da pátria seria necessária a instauração desse governo totalitarista. Atualmente, mesmo após com os avanços na sociedade, a disseminação de noticias falsas nos meios de comunicação em massa ainda é uma realidade não só no Brasil como no mundo, fazendo com que a problemática seja uma questão difícil de ser solucionada.
A priori, cabe pontuar que as fake news consistem na distribuição deliberada de desinformação nos meios de comunicação, com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos. De acordo com o filósofo Decartes, os erros decorrem do mal uso da razão. O racionalista moderno desenvolveu o método cartesiano onde diz que jamais pode-se aceitar como verdade toda informação que chegue, de modo que a dúvida hiperbólica faça o ser humano averiguar os fatos para que o conhecimento inabalável seja alcançado. Isso é paralelo a realidade vivenciada nas redes sociais, onde a disseminação de notícias falsas rapidamente conseguem milhões de compartilhamentos, burlando o acesso a informação verídica garantida pela constituição de 1988.
A posteriori, é cabível enfatizar que de acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as redes sociais são uma armadilha. Essa ‘‘arapuca’’ é reflexo dos fatos que acontecem nas eleições presidenciais em todo o mundo, um exemplo a citar é nos Estados Unidos da América, onde o atual presidente Donald Trump, foi auxiliado pelas fake news para difamar sua adversária. Á vista disso, é possível perceber que as noticias falsas são manipuladas com o objetivo de alcançar um bem pessoal, onde a sociedade é atingida diariamente, mas também é a maior culpada por sua propagação, onde as fake news não conseguiriam ascensão sem os cliques e o ibope que é dado através das pessoas.
De acordo com os fatos supracitados, é evidente que há entraves para resolução do impasse. Dessa maneira, é preciso que o Ministério de Tecnologia e Ciência em parceria com Google, crie um órgão que fiscalize as notícias de maiores compartilhamentos na internet, de modo a averiguar sua vericidade e multar caso a notícia for falsa. Além disso, o Ministério da Educação deve implementar nas escolas uma disciplina que consista em uma educação cibernética, ensinando aos jovens como identificar informações caluniosas e denunciar para os órgãos responsáveis. Se essas medidas forem tomadas, as internet deixará de ser uma ‘‘armadilha’’ e será o meio onde as pessoas procurarão informação e racionalidade.