Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 28/06/2018

No período clássico da Grécia Antiga, a Escola Sofista ficou conhecida pela sua desonestidade no meio intelectual. Bastante criticada por filósofos como Platão, o qual através da Dialética Platônica buscava a veracidade dos fatos, seus percursores não estavam interessados em disseminar a verdade e sim ganhar discussões com argumentos muitas vezes inválidos. Num paralelo com a atualidade, o sofismo pode ser comparado com as “fake news”, que são notícias tendenciosas com o intuito de gerar polêmica e disseminar mentiras sobre diversos assuntos.

Indubitavelmente muitas vezes essas notícias estão atreladas ao cenário político, pode-se mencionar por exemplo, a instauração do Estado Novo por Getúlio Vargas e militares em 1934, que surgiu em resposta ao Plano Cohen, o qual se referia a um documento elaborado por comunistas para tomar poder e desestabilizar a política nacional. Anos após o acontecimento, foi revelado que o plano era uma fraude com o propósito de golpear as eleições daquele ano e manter Vargas no poder. Percebe-se que a manipulação da notícia foi de suma importância para os interesses do governo e a população acabou sendo enganada.

Na contemporaneidade, as “fake news” são escritas e publicadas em redes sociais a fim de obter ganhos financeiros ou políticos e recebem grandes proporções com a ajuda dos usuários que as compartilham. Uma alusão recente é o caso da Deputada Marielle Franco, a qual foi assassinada ao entra em seu carro no Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2018. Inúmeras postagens adulteras foram difundidas em redes sociais com a finalidade de ofender e caluniar Marielle. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou que as plataformas digitais, como por exemplo o “Facebook”, retirassem os vídeos e notícias falsas sobre a Deputada.

Em virtude de todos os fatos mencionados, conclui-se que o poder legislativo deve criar políticas públicas com foco na análise crítica da mídia. A sociedade deve ter consciência na hora de compartilhar notícias, sempre procurando saber se o autor e a fonte são confiáveis e compreensão do código penal, o qual no seu artigo 138, protege as pessoas ofendidas falsamente por fatos definidos alheios. Os sindicatos de jornalistas devem se unir para erradicar as falsas notícias que são espalhadas e acabam desonrando o trabalho de quem procura sempre a verdade.