Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/07/2018
A era da informação, período vivido na atualidade, se caracteriza por um enorme desenvolvimento dos meios de comunicação. Hoje, por exemplo, é possível acompanhar eventos e receber notícias em tempo real. No entanto, apesar dos benefícios trazidos por toda essa tecnologia, vê-se um problema que é maximizado por ela: a disseminação de fake news. Nesse cenário, por estarem muito em voga na contemporaneidade e apresentarem-se perigosas em diversos sentidos, faz-se necessário não só analisar o comportamento dessas notícias falsas, mas também buscar meios para combatê-las.
Primeiramente, cabe destacar que, segundo dados de pesquisadores de Massachusetts, as fake news tem 70% de chance a mais de serem compartilhadas que as notícias verdadeiras. Isso ocorre porque tais notícias sem fundamento, quase sempre, apelam para o sentimentalismo e focam em acontecimentos inusitados. Por conseguinte, essas chamam muita atenção dos leitores, que as compartilham ingenuamente acreditando ser verdade, e, assim, potencializam a dispersão de mentiras, o que além de ameaçar pessoas e movimentos -difamando-os-, pode trazer resultados trágicos. Exemplo disso, foi o caso da dona de casa de São Paulo, que foi agredida até a morte, após alastrarem-se inverdades sobre ela estar envolvida com magia negra e abuso de crianças.
Ademais, é preciso perceber o perigo de as fake news serem capazes de influenciar a opinião pública. Isso porque a maioria das pessoas não sabe diferenciar as notícias falsas das verdadeiras e, ainda assim, se baseia nas informações recebidas através da mídia para tomar suas decisões políticas e civis. Nesse sentido, partidos, corporações ou mesmo civis podem proposital e facilmente, mediante criação de sites ou até pagamento de jornalistas corruptos, criar e disseminar informações mentirosas para manipular a população e conseguir efetivar seus interesses. Nos EUA, por exemplo, na década de 1990, uma história dramática e falsa contada por uma adolescente kuwaitiana -que tinha relação com o governo estadunidense- foi fundamental para convencer a população a apoiar a guerra contra o Iraque.
Torna-se evidente, portanto, que as fake news são problemáticas e medidas são necessárias para mitigar a situação. A princípio, é dever das mídias sociais, como Instagram, Facebook e Whatsapp divulgar em seus respectivos sites métodos simples -como atentar para fontes- para que seus usuários possam garantir a veracidade das informações publicadas. Ademais, é dever do governo, por meio do MEC, distribuir, nas escolas, cartilhas educativas que ensinem como identificar inverdades, além de promover palestras e debates com professores, pedagogos, pais e alunos que tratem sobre os perigos de compartilhar notícias sem fundamento. Tudo isso com o fito de formar jovens mais comprometidos com a verdade e permitir que a sociedade possa usufruir plenamente dos benefícios da tecnologia.