Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/03/2019

Compreendida como notícias falsas que, no entanto, aparentam ser verdadeiras, as fake news, antigamente transvestidas de mitos, sempre estiveram presentes nas mais diversas sociedades do globo, bem como no Brasil. Contudo, foi a partir do século XXI, com o avanço tecnológico e o surgimento das redes sociais, que as notícias falsas foram potencializadas, passando a alcançar mais pessoas em um curto espaço de tempo e a desencadear consequências sérias à integridade psíquica e física dos indivíduos inseridos no meio em que são disseminadas. Assim, por ferir direitos básicos dos seres, como a segurança, a omissão dos órgãos competentes brasileiros, frente a esse tema, torna-se inconstitucional.

Em geral, as fake news são criadas por empresas virtuais que têm como objetivo primordial atingirem números de cliques cada vez maiores. Com títulos alarmantes, pedidos enfáticos de compartilhamento e conteúdos que abordam assuntos polêmicos, as inverdades são acessadas por espectadores que se interessam pelo tema exposto. Assim, por possuírem afinidade e conformidade com a afirmação trazida na reportagem, esses leitores, na maioria das vezes sem saberem da existência das fake news, deixam suas crenças e suas emoções aflorarem e não averiguam as fontes da notícia, repassando os boatos aos amigos e à família.

Em 2014, no Brasil, uma mulher foi espancada até a morte, após rumores, difundidos em uma rede social, de que praticava magia negra com crianças. Este fato elucida o quão grave é o compartilhamento de notícias que não apresentam fontes seguras. Além da violência física, ponto extremo das inverdades, outro fator que contribui para esta involução social é a falta de senso crítico, que se desenvolverá nos indivíduos que se limitam a esse tipo de reportagem. Já que, essas pessoas por formarem suas opiniões com base em fake news que abordam situações com as quais elas estão de acordo, acabam se alienando e perdendo, por isso, suas capacidades de diálogo. Vale ressaltar que, muitos indivíduos envolvidos nessas fofocas têm suas vidas pessoais e/ou profissionais afetadas, acarretando àqueles que não possuem estrutura psicológica, doença da mente, como a depressão.

Em vista disso, cabe aos órgãos competentes brasileiros veicularem propagadas no meios mediáticos, a fim de alertar a população acerca da existência das fake news e informá-la sobre como identificar uma reportagem falsa.Quanto ao legislativo, compete a criação de uma lei, que puna financeiramente as empresas autoras das inverdades e, também, os indivíduos que ajudam a disseminá-las, fazendo-os pensar e averiguar antes de partilhar uma notícia. Já às instituições escolares concerne a realização de palestras aos docentes e aos seus pais, com objetivo educá-los digitalmente.