Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/07/2018

Em Fevereiro de 1933, na Alemanha, o incêndio no Parlamento é ostensivamente veiculado nos jornais como um ato de comunistas, no entanto, tal notícia além de falsa revelou-se como uma escada para Adolf Hitler ascender ao poder. Nesse contexto, com reflexo na atualidade, as fake news, não raro, estão relacionadas a atentados contra a democracia, como também intimamente atreladas a criação de outras realidades no que concerne aos fatos.

Aliado a isso, vale destacar que as notícias falsas não apenas se perpetuaram ao longo da história, como também aumentaram o poder de difusão com o surgimento das redes sociais. A título de ilustração, o caso das eleições nos Estados Unidos em 2016, na qual a candidata à presidência Hillary Clinton foi apontada como líder de uma suposta rede de prostituição infantil, todavia,verificou-se pela Central de Inteligência Americana que a história era produto da indústria de fake news.

Outrossim, é indispensável dizer acerca do potencial das notícias falsas no que se refere a criação de outras realidades. No auge da Guerra Fria por exemplo, tanto os soviéticos como os americanos veiculavam na mídia informações inautênticas acerca do inimigo, com o objetivo de semear na população ideias tenebrosas sobre o regime oposto. Em suma, é notória a capacidade das fake news no que consta a manipular os fatos.

Portanto, com base nos prejuízos decorrentes das notícias falsas embasados por intermédio das referências históricas anteriormente citadas e seus ecos na atualidade, é crucial que a iniciativa para diminuir o poder de difusão das notícias falsas,emerja da população e usuários de redes sociais,no ato de buscar veículos de mídia confiáveis a fim de analisar a veracidade das informações, tal medida em conjunto com o apoio da mídia tradicional é crucial para desestabilizar a indústria de fake news.