Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/07/2018

A brincadeira do “telefone sem fio” consiste na formação de uma fila de colegas, na qual o primeiro escolhe uma frase e conta no ouvido do participante seguinte, e assim sucessivamente, com o objetivo de saber se houve alteração da premissa durante a atividade. Hodiernamente, essa recreação assemelha-se coma difusão das notícias falsas, que é uma problemática que persiste intrinsecamente relacionada com a realidade do brasil, seja ausência de leis, seja pela histeria coletiva intencionada.          É fundamental pontuar que a constitucionalidade e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato é comprovado pelo projeto de lei do Deputado Luis Carlos Hauly, que criminaliza a dissipação de notícias falsas, pois essas comprometem os direitos individuais das vítimas, comprovando, desse modo, a inexistência de uma lei como agente da dispersão de informações enganadoras.                                                                                                                                                       Outrossim, tem-se a intenção do histerismo público como impulsionador do problema. Sob esse ângulo, a simples propagação, aliada ao baixo nível informacional de uma parcela populacional, causa a euforia desses, por empresas que tem como função a elaboração de dados alterados para provocar essa reação, corroborando, dessa maneira, o tendencionismo como vetor da questão.                                                                                                                                                        É evidente, portanto, que ainda há obstáculo na concretização de métodos que garantam a veiculação de conhecimentos confiantes. Destarte, Estudantes Ativistas devem formar mutirões na frente da Assembleia Legislativa, com o fito pressionar os demiurgos indiferentes á questão a aprovar a lei que proíbe a divulgação de notícias falsas, promovendo a confiabilidade nas das informações que correm pelos sítios digitais. Segundo Paulo Freire, a educação muda as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, é mister que o Ministério da Educação invista em pesquisas nos polos de informática das universidades públicas, para que os discentes desenvolvam softwares que detectam conteúdos ilegítimos nas redes sociais, para que o acesso á informação seja sempre verdade e autêntico, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e não viva na realidade das sombras, como na alegoria da caverna de Platão.