Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/07/2018

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo cidadão tem o direito à liberdade de expressão. Entretanto, essa premissa possui uma limitação necessária: não se pode denegrir a imagem de ninguém com injúria, calúnia ou difamação, sobretudo na internet, onde as ‘‘fake news’’ (notícias falsas) difundem-se rapidamente. Assim, combater essa problemática é vital e de responsabilidade da sociedade civil e da escola.

Segundo Adolf Hitler, uma mentira dita mil vezes torna-se verdade. Com base nisso, alguns jornalistas ou mesmo cidadãos de outras profissões criam matérias e mensagens nas redes sociais, no intuito de polemizar algum tema ou lesar a imagem de alguém através da viralização. Como exemplo, convém citar o caso em que o médico Dráuzio Varella foi acusado injustamente por uma mulher, no facebook, de dizer que os exames de raios-x causam câncer na tireoide e que, por isso, deveriam ser evitados. Consequentemente, muitas pessoas ficaram com medo e o profissional atingido, revoltado.

Outrossim, vale salientar que a falta de educação digital nas escolas é uma das causas do problema em questão, pois muitos jovens não são orientados para a correta utilização da internet. Além disso, a ausência de criticidade de alguns cidadãos também catalisa esse processo, uma vez que eles não refletem sobre a veracidade dos fatos, mas mesmo assim os divulgam. Por último, a fragilidade da rede global permite que qualquer matéria seja publicada sem nenhuma fiscalização prévia que impeça a viralização de conteúdos falsos e sensacionalistas.

Por fim, de acordo com a Lei da Inércia, de Newton, um sistema tende a permanecer no seu estado inicial até que uma força atue sobre ele, mudando seu rumo. Portanto, é imprescindível que as escolas públicas e privadas de cada município promovam debates com advogados, profissionais da computação, jornalistas e os alunos com suas famílias, informando como identificar possíveis ‘‘fake news’’ e sobre as consequências penais da divulgação de inverdades. O objetivo é fomentar a adoção de uma postura crítica frente às publicações, sobretudo as polêmicas. Paralelamente, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações desenvolva mecanismos que fiscalizem automaticamente mensagens que obtenham um número considerável de compartilhamentos e postagens com grande quantidade de ‘‘curtidas’’ e comentários, a fim de evitar que mentiras sejam tidas como verdades.