Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/07/2018
Na Grécia Antiga, o filósofo Sócrates expôs que uma das virtudes humanas era a busca pelo saber e através dela e a descoberta da verdade, seria possível construir uma sociedade justa. Nesse sentido, as fake news atuam de forma contrária, porque são notícias falsas que são colocadas como verdadeiras com intenção de enganar o leitor e sua fácil disseminação em redes sociais as tornam perigosas. Com isso, é possível citar suas consequências que são a ameaça à integridade dos indivíduos e à democracia.
As fake news não somente dissemina informações falsas sobre pessoas específicas como motivam o repúdio público contra elas, o que estabelece a injustiça. Essas informações podem se perdurar durante anos na sociedade e prejudicam o alvo das críticas e seus familiares de forma moral, psicológica e física. Um exemplo dessa atitude foi o apoio de uma parte da população ao assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, após boatos que a relacionavam com o tráfico de drogas.
Além disso, as noticias pretensamente caluniosas ameaçam a democracia do país. Os redatores dessas notícias publicam sobre candidatos em períodos eleitorais, atribuindo a eles atitudes ou opiniões nunca apoiadas pelos mesmos. Essas publicações promovem figuras políticas não populares e influenciam o público a votar em quem posteriormente pode implementar políticas danosas à própria população.
Portanto, cabe ao governo brasileiro coibir a publicação de fake news e instruir a população a detectá-las. Para isso, é necessário a regulamentação de uma lei que preveja a criação de mecanismos para identificar rapidamente o autor das notícias e estabeleça uma punição para o ato. Ademais, o Ministério da Educação pode sugerir às escolas que ensine formas de detectar as notícias falsas em aulas ou palestras, diminuindo os danos que elas causam.