Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/07/2018

Lúcifer. Loki. Hemera. Nas religiões e nas mitologias, sempre esteve presente a mentira, ou uma personificação dela. Assim, devido a sua realidade, o homem sempre corrompeu a verdade, seja para garantir sua sobrevivência ou pelo prazer. Desse modo, nos tempos atuais, com o advento da internet e do anonimato proporcionado por ela, a mentira têm outro nome: “fake news”. Por isso, as “fake news” apresentam diversos perigos, mas o principal é o risco a democracia e a política.

É evidente que o risco que diz a cerca da democracia é um dos mais perigosos, já que pode alterar toda a estrutura de poder atual. Em diversos casos, o uso desproporcional de estatísticas (a CNN, por exemplo, afirmou diversas vezes que Hillary ganharia com 99% de chances) e o ataque frontal extensivo (no mesmo caso americano, a mídia diversas vezes chamando o atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump de racista, fascista, machista, entre outros) chama a atenção da sociedade e os faz desconfiar da mídia tradicional.

Além disso, a “fake news” propagada pela mídia tradicional não é feita de maneira despropositada, mas de forma pensada para atingir certo efeito. Segundo Antonio Gramsci, a revolução socialista não precisaria necessariamente passar por uma revolução armada, já que a cultura poderia facilmente moldar a mentalidade capitalista para a mentalidade marxista. Infelizmente, em países que são baixos os índices de leitura e pesquisa - como o Brasil -, sofrem de alienação midiática, ou seja, tem o seu pensamento formatado pela mídia, que por sua vez possuí uma ideologia claramente comunista. Assim, quando todos os grandes jornais afirmam que um candidato é algo negativo, o fazem não por ele ser de fato aquilo, mas por estar comprometida com sua ideologia. Explicitando, candidatos como Donald Trump, Marine Le Pen, Bolsonaro, Matteo Salvin, entre outros, são atacados de todas as formas pelo establishment político e midiático. Assim, as “fake news” são as mentiras propagadas pela mídia, que ironicamente, se auto afirma como sendo uma fonte verdadeira de informações e imparcial.

Portanto, as “fake news” são as mentiras propagadas pela mídia que podem moldar a mentalidade popular, a fim de realizar a revolução cultural de Gramsci. Dessa maneira, redes sociais como o Twitter, Youtube e Facebook permitem a livre circulação de informações, sendo elas verdadeiras ou não, o que é extremamente eficaz para promover o debate e a liberdade de expressão. Entretanto, projetos de lei que destruam a liberdade de expressão em favor da ausência de “fake news”, são prejudiciais à sociedade e a política. Dessa maneira, é necessário que diversos grupos pressionem seus políticos para que sejam contra tais leis, mantendo a atual liberdade. Assim, anjos e deuses como Lúcifer e Loki que dizem serem a informação verdadeira e a honestidade, podem ser a mentira e o engano dos povos.