Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/07/2018

O advento da internet, em 1990, marcou um novo período na história humana e foi caracterizada pela instantaneidade da informação, tal como as grandes quantidades de dados em circulação no espaço digital. Desse modo, percebe-se que o chamado “fake news” eclode nesse contexto. Nesses preceitos, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como a falta de conscientização da população e o grande volume de informação na rede informática.

Em primeira análise, cabe pontuar que é quase inexistente meios informativos que ajude a população a saber da veracidade dos dados e informações recebidas. Isso se deve ao fato de que muitas instituições sociais se apropriam desse recurso para promover os seus interesses, como por exemplo em ano de eleição, daí, não há interesse em combater essa prática de difundir notícias falsas. Tal conjuntura é ainda intensificada por falta de discussões públicas a respeito do assunto. Bom exemplo de como essa problemática merece debates é o surgimento de empresas conhecidas como “Big data”, onde realizam pesquisas sobre os dados recebidos na internet e convertem em informação de acordo com o interesse. Dessa forma, um dos caminhos para minorar esse impasse é fornecer à população instruções de como se posicionar na internet.

Ademais, convém frisar que o volume de informações compartilhadas na internet cresce exponencialmente todos os dias. Por esse ângulo, vê-se que dificulta o poder público tomar alguma iniciativa. No entanto, as novas formas de tecnologias emergentes - aprendizado de máquina e inteligência artificial - podem melhorar a busca por divulgadores de “fake news”. Além do que, o volume de dados é tão grande que houve a criação de uma nova área de computação chamada de “computação em nuvem”. Diante disso, para minuir esse entrave é preciso que o Governo realize pesquisas na área de computação para criar softwares de buscas de informações falsas.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para atenuar a problemática. É imprescindível que o Ministério da Educação realize projetos que integre os estudantes e as famílias, expondo em feiras e palestras escolares sobre “como conferir a veracidade de informações vindas da internet”, como o intuito de forneces instruções para à população e, em função disso, que as pessoas tornam-se divulgadoras de informações verdadeiras e não mais andem em caminhos de ilusões. Além disso, é essencial que a Polícia Federal, em seu setor de pesquisas científicas, crie softwares utilizando embasamentos em conceitos de aprendizado de máquinas, para viabilizarem buscas de conteúdos falsos no espaço informático e, com isso, o Governo torna-se capaz de tomar iniciativas e medidas necessárias, para que, assim, a sociedade brasileira ande em passos da verdade.