Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 15/10/2018

“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que a mentira”. A frase de Friedrich Nietzsche, filósofo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX, permite-nos refletir sobre como os perigos das fake news representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Nesse sentido, convém analisarmos as consequências que tornam essa problemática ainda mais difícil de ser solucionada.

Em uma primeira análise, pode-se evidenciar que a influência desempenhada por mentiras propagadas em redes sociais tomaram proporções alarmantes nos últimos anos. Segundo o portal de notícias G1 a epidemiologista Laurence Cibrelus, chefe de combate à febre amarela dentro da Organização Mundial da Saúde (OMS), um boato de que uma receita natural poderia garantir proteção contra a febre amarela, podem ter influenciado as metas de vacinação no Brasil. Desse modo, infelizmente, por falta de criticidade da população muitas pessoas propagam essas notícias, consequentemente, prejudicam não só sua vida mas também a de outras pessoas.

Sob esse viés, a pós-verdade é um termo definido pelo dicionário Oxford como aquela “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Em vista disso, o reflexo negativo da atual conjuntura brasileira é percebido também na política, pois através da difamação muitos grupos tentam diminuir a força da oposição e assim inflamar a população a sentir-se na obrigação de não votar em tais candidatos. Com isso, é inadmissível que os reponsavéis pelas fake news continuem no anonimato e sigam impunes sem que a justiça tome as providencias cabiveis.

Destarte, a adoção de medidas cujo objetivo seja contornar essa realidade torna-se imprescindível. Por conseguinte, concerne às redes sociais desenvolver um algoritmo, a partir do investimento em pesquisas, capaz de detectar a veracidade da informação no momento da publicação, devendo excluí-la em casos negativos, a fim de reduzir a quantidade de fake news e assegurar a reputação do meio. Ademais, incumbe à sociedade a produção de abaixo-assinado digital, reivindicando a aprovação de leis que criminalizem essa prática, com o fito de barrar o precursor de todo o caos. Assim, notar-se-á uma população desfrutando de referências sólidas e tornando-se mais crítica.