Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/07/2018

O Plano Cohen foi um artifício político usado por Getúlio Vargas, com o intuito de permanecer no poder por meio do uso de informações falsas. Sob tal ótica, hodiernamente, há a persistência de situações análogas a essa, visto que, devido ao desenvolvimento tecnológico e à pós-verdade, as fake news proliferam-se exponencialmente, ocasionando em más consequências sócio-políticas. Nesse sentido, é necessária a promoção de ações sociais, com o fito de combater os perigos gerados pela problemática.

Em primeiro plano, cabe pontuar que o progresso tecnológico é responsável pelo desenvolvimento dessa situação conflituosa. Essa problemática ocorre, pois, com a Revolução Técnico-científico-informacional, houve o surgimento de muitas ferramentas virtuais, as quais aceleraram a transmissão de informações, principalmente através das redes sociais. Desse modo, a difusão de notícias passou a ser exagerada e sem controle da veracidade delas, já que os órgãos de segurança virtual, devido à má capacitação profissional, não conseguem averiguá-las, permitindo a propagação das fake news.

Outrossim, a população fomenta a difusão das notícias falsas. Tal fato é decorrente da “Era das pós-verdade”, porque, assim como definido pelo dicionário Oxford, a sociedade hodierna supervaloriza as crenças pessoais, menosprezando os fatos objetivos. Por esse motivo, as pessoas, ao terem contato com informações, não se preocupam em pesquisar se elas são confiáveis e verdadeiras. Diante disso, a proliferação das fake news é facilitada, influenciando situações importantes, como as eleições dos EUA em 2015, as quais foram marcadas pela disseminação de muitas informações errôneas sobre Hillary Clinton.

É necessário, portanto, que as empresas de segurança virtual, em conjunto com os sites de maior circulação de informações, como Facebook e Google, potencializem o processo de fiscalização acerca da veracidade das publicações, por meio da sintetização de aplicativos mais eficientes e rápidos, com o intuito de impedir a circulação das fake news na internet. Ademais, a mídia, em parceria com o Estado, deve instruir a sociedade sobre a importância de procurar a autenticidade das notícias recebidas, através de propagandas educativas nas redes sociais, para que as fake news não sejam proliferadas.