Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 09/07/2018
Muito além da desinformação
“Uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade”, frase dita por Josephn Goebbels, Ministro da Propaganda do movimento nazista em seu auge, responsável por divulgar e manipular notícias falsas que fizeram milhares de pessoas apoiarem uma das ideologias mais cruéis já vistas na História. De certo, as “fake news” não são novidade nos meios de comunicações, porém com o advento das redes sociais em nosso cotidiano, a importância de se discutir sobre o assunto aumentou, devido ao fato de as redes sociais possuírem um grande número de usuários e facilidade para compartilhamento, o que contribui para a disseminação de notícias falsas e, consequentemente, de seus danos.
Dessa forma, na era da informação, com apenas alguns cliques um boato pode se espalhar na internet e ganhar proporções prejudiciais, como abalar a reputação ou a moral de alguém. Fato que ocorreu em 2013, com um veterinário que teve seu nome associado a uma notícia falsa a respeito de um mau procedimento cirúrgico em um cão. A repercussão do caso ocorreu pelo motivo de ter sido feito um processo jurídico tanto ao autor como a quem compartilhou a notícia falsa, chegando a uma indenizações de 10 mil reais um dos considerados culpados. Esse é um exemplo claro que mostra que o código penal aplicado para calúnia e difamação para processos no mundo real, também podem ser aplicado no virtual.
Não obstante as notícias falsas de sequelas individuais, também ocorrem as desinformações que afetam o coletivo. Como observado no ano passado nas eleições dos Estados Unidos, através de textos falsos, à respeito da candidata Hillary Clinton, divulgados no Facebook houve uma intoxicação nos resultados eleitorais, processo que ocorreu com a utilização de dados pessoais de até 50 milhões de norte-americanos de forma indevida. Em virtude de o alcance da vinculação das falsas informações ser tão grande amplo a ponto de afetar eleições presidenciais, é necessário discutir e por em prática medidas que extinguam as “fake news” e seus efeitos nocivos.
Em vista do que foi mencionado, é válido concluir que o controle das falsas notícias sempre ocorrem após os efeitos negativos de sua divulgação. Sendo assim essencial que a educação digital seja vista como uma solução preventiva para esse problema, uma das alternativas é o Ministério da Educação adicionar ao currículo comum acadêmico, a disciplina de educação digital que vise não apenas ensinar sobre aparelhos tecnológicos e seu funcionamento, bem como uma formação sobre o mundo digital, compreendendo seus riscos e adversidades, com o fim de que a desinformação e suas más consequências sejam evitadas pelos próprios afetados por elas.